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Indicadores de emprego da FGV mostram recuperação lenta e desocupação em alta

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Indicadores de emprego da FGV mostram recuperação lenta e desocupação em alta Mike Flynn | Pixabay
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O Indicador Antecedente de Emprego (IAEemp), da FGV, subiu 2,9 pontos em outubro e chegou a 84,9 pontos. Apesar da sexta alta consecutiva, o indicador vem desacelerando desde julho. Em médias móveis trimestrais, o IAEmp avançou 6,3 pontos, para 80,6 pontos.

Para o economista da FGV Rodolpho Tobler, apesar da sexta alta seguida, a melhora tem sido mais tímida com o passar dos meses e o nível atual ainda se encontra consideravelmente abaixo do período pré-pandemia. “A incerteza, que ainda se mantém elevada, e a proximidade do período final de ajuda do governo, parece contribuir para uma maior cautela dos empresários”, diz.

Nesse mês, quatro dos sete componentes do IAEmp registraram alta. O destaque foi o indicador da Indústria de Situação Atual de Negócios subindo 18,5 pontos, para 139,1 pontos. Por outro lado, os indicadores de Serviços de Tendência de Negócios e de Emprego Previsto caíram 5,3 pontos e 4,8 pontos, respectivamente

Outro estudo divulgado hoje pela instituição foi o Indicador Coincidente de Desemprego (ICD). O índice se manteve estável pelo segundo mês consecutivo, permanecendo com 96,4 pontos em outubro. O ICD é um indicador com sinal semelhante ao da taxa de desemprego, ou seja, quanto menor o número, melhor o resultado. Em médias móveis trimestrais, houve recuo de 0,3 ponto para 96,4 pontos.

Para Tobler, “a estabilidade do indicador mostra que a percepção sobre o mercado de trabalho ainda é negativa e sugere piora na taxa de desemprego. O alto patamar mostra que ainda existe uma longa caminhada para voltar ao nível anterior à pandemia”.

O ICD registrou queda para as famílias de maior poder aquisitivo, principalmente as com renda mensal entre R$ 4,8 e R$ 9,6 mil, cujo indicador de Emprego local atual (invertido) variou positivamente em 1,8 ponto na margem. Já para as famílias de menor poder aquisitivo, principalmente as com renda mensal até R$ 2,1 mil, o indicador de Emprego local atual (invertido) piorou 1,2 ponto na margem.

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