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Bolsonaro libera R$ 6,1 bilhões para obras de Desenvolvimento Regional e Infraestrutura

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Bolsonaro libera R$ 6,1 bilhões para obras de Desenvolvimento Regional e Infraestrutura Isac Nobrega/PR
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Depois da aprovação no Congresso Nacional, por 307 a 126, na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro sancionou na noite desta quarta-feira (11) o projeto de lei (PNL) que libera R$ 6,1 bilhões para a conclusão de obras dos ministérios do Desenvolvimento Regional e da Infraestrutura. A iniciativa é uma estratégia do seu governo para a retomada da economia e também para impulsionar sua popularidade, já levando em conta a corrida eleitoral de 2022.

O relator da medida, senador Marcelo Castro, disse na sexta-feira (6) que o projeto é importante para que obras tocadas por esses dois ministérios não sejam paralisadas. Ele citou a conclusão de trechos da transposição do Rio São Francisco e a continuidade de obras de rodovias tocadas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

"Esse PLN tem uma importância muito grande porque tem um valor muito expressivo, de pouco mais de R$ 6 bilhões. O grosso dos recursos estão destinados à Saúde, Infraestrutura e Desenvolvimento Regional. Foi um processo estudado e cuidadoso. Tem a finalidade de não deixar obras importantes, estruturantes, paralisadas", disse Marcelo Castro.

Para o presidente-executivo da Abdib (Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base), Venilton Tadini, esse remanejamento orçamentário é importante para a geração de empregos, contudo, o país precisa investir ainda mais no setor de infraestrutura.

"O Brasil precisa investir em infraestrutura um montante de R$ 284 bilhões por ano, ao longo de vários anos, para melhorar a produtividade da economia. Para 2020, diante dos efeitos da pandemia, nós prevemos R$ 123 bilhões de investimentos em infraestrutura. Por isso, considerando o hiato entre necessidade e realidade, qualquer recurso adicional é válido. Os números de 2020 reforçam a necessidade e urgência por novas medidas para o estimulo de novos investimentos", disse.

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