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IBGE divulga que safra de arroz será menor em 2021 e o grande desafio será conter as exportações

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IBGE divulga que safra de arroz será menor em 2021 e o grande desafio será conter as exportações Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta terça-feira (10) que o arroz deverá ter colheita menor em 2021. A produção de arroz em casca deverá recuar 2,4% no próximo ano, para 10,8 milhões de toneladas.

“A queda tem relação com questões de produtividade. Mas o volume previsto atende à demanda doméstica, na faixa de 10,5 milhões a 10,8 milhões de toneladas por ano”, disse Carlos Alfredo Guedes, gerente da pesquisa do IBGE.

Para Alfredo Guedes, o desafio maior é manter o produto no país, uma vez que a valorização do dólar frente ao real continua a estimular as exportações. “Para manter esse produto aqui dentro, seria preciso elevar preços para os consumidores”, destacou.

Dados do instituto de pesquisa apontam que, de janeiro a outubro deste ano, o preço do arroz acumulou alta de 59,5% na média nacional. No mesmo período, o IPCA, que mede a inflação oficial do país, registrou avanço de 2,22%.

Na semana passada, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o atual patamar no preço dos alimentos está ligado à adesão de trabalhadores informais ao auxílio emergencial, que fez aumentar o poder de compra das classes mais baixas.

“Esses gastos adicionais criaram uma alta transitória e setorial de preços. Estamos trabalhando para impedir que os efeitos sobre a inflação se perpetuem e para garantir que os efeitos sobre a atividade econômica se sustentem", disse.

Apesar da jusfificativa, o ministro afirmou ontem (10), em teleconferência da agência Bloomberg, que poderá haver prorrogação do benefício até o ano que vem, caso o Brasil passe pela segunda onda de contaminação da Covid-19.

“Deixamos bem claro para todo mundo: se houver uma segunda onda no Brasil, temos já os mecanismos. Digitalizamos 64 milhões de brasileiros. Sabemos quem são, onde estão e o que eles precisam para sobreviver”, disse.

Crédito Rural

O Banco do Brasil anunciou nesta terça-feira (10) que a disponibilizou R$ 1 bilhão para reforçar suas linhas de crédito rural voltadas ao financiamento de máquinas e equipamentos agropecuários. A contratação utilizará recursos próprios da poupança rural, com taxa de 7,5% a.a. e prazo de até seis anos. O valor complementa volumes inicialmente disponibilizados para a Safra 2020/201, que já desembolsou R$ 9,1 bi em operações de investimento agropecuário - 27% a mais que o mesmo período da safra anterior.

Para o vice-presidente do BB, João Rabelo, a alocação de recursos adicionais para investimentos em maquinários busca ampliar o apoio do Banco ao agronegócio brasileiro.

“O nosso objetivo é atender a uma demanda crescente do setor, dinamizando a cadeia produtiva das empresas fabricantes e revendas e contribuindo para a transformação tecnológica no campo”, acrescenta.

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, considera que os recursos extra representam uma excelente notícia para os produtores rurais que, "com muita confiança no Brasil, têm aplicado e demandado mais recursos e terão a tranquilidade para continuar investindo”.

"O desempenho tem sido fantástico, com o crescimento de contratações e mais crédito para o nosso campo. O agro, com muita confiança no Brasil, tem aplicado e demandado mais recursos", disse Tereza Cristina.

As contratações de crédito rural dos produtores, cooperativas e agroindústrias aumentaram 21% nos quatro primeiros meses do Plano Safra 2020/2021 (julho a outubro), em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo a secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o valor total da contratação em 2020 foi de R$ 92,63 bilhões.

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Safra 2020/2021

Ontem (10), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) anunciou que o Brasil deverá alcançar a produção de 268,9 milhões de toneladas de alimentos na safra 2020/2021, que representa 11,9 milhões de toneladas ou 4,6 % a mais do que a temporada passada. Em relação ao volume estimado no mês passado, houve aumento de 269 mil toneladas. Com este resultado, o Brasil caminha para bater novo recorde.

A produção de soja deve alcançar 135 milhões de toneladas, confirmando o país como o maior produtor mundial da oleaginosa. A área de cultivo está estimada em 38,2 milhões de hectares. A safra total de milho também deverá ser a maior da história, com produção estimada em 104,9 milhões de toneladas, colhidas em 18,4 milhões de hectares (área total).

Quanto à produção de feijão, somando-se as três safras, a estimativa é de 3,1 milhões de toneladas com área total de 2,9 milhões de hectares. O algodão em pluma deve chegar a 2,7 milhões de toneladas, com área de 1,6 milhão hectares, enquanto a produção de arroz sequeiro somada à de arroz irrigado deverá ficar em 11 milhões de toneladas, obtidas em 1,7 milhão de hectares.

Em relação ao trigo, cerca de 80% da colheita da safra 2020 já foi concluída. O volume de produção está estimado em 6,4 milhões de toneladas, com 2,3 milhões de hectares cultivados.

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