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Presidente da Pfizer no Brasil estima que a vacina pode chegar ao país até março do ano que vem

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Presidente da Pfizer no Brasil estima que a vacina pode chegar ao país até março do ano que vem Dado Ruvic/Reuters
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O presidente da Pfizer no Brasil, Carlos Murillo, disse nesta quinta-feira (12) que o país pode ter à disposição a vacina contra o novo coronavírus da farmacêutica americana até março do ano que vem. A empresa espera obter o registro do imunizante na Food and Drug Administration (FDA, agência do Departamento de Saúde dos Estados Unidos) em dezembro, o que permitiria iniciar a vacinação nos Estados Unidos ainda neste ano.

"No caso do Brasil, ainda estamos trabalhando fortemente com o governo brasileiro para tentar acelerar a disponibilidade o mais rápido possível. Tenho esperança de que no primeiro trimestre do próximo ano poderíamos estar contando com essa vacina disponível no Brasil", disse Murillo, que explicou que a empresa e o governo ainda estão em negociação.

Os testes clínicos da Pfizer/Biontech envolvem cerca de 44 mil pessoas, sendo 3 mil no Brasil. Uma das exigências da FDA é que metade dos participantes do estudo tenha recebido a vacina há pelo menos dois meses. A outra exigência é que ao menos 164 pessoas que participaram do estudo desenvolvam a doença, já que metade dos voluntários não foi imunizada.

Por ainda estar em negociação com o governo brasileiro, o presidente da Pfizer não revelou o preço da vacina, mas adiantou que serão ofertadas três faixas de preço ao mercado global: uma para os países desenvolvidos, uma para os países de renda média, como o Brasil, e uma para os países mais pobres. Segundo Murillo, a Pfizer investiu US$ 2 bilhões de recursos próprios no desenvolvimento da vacina.

Resultados

Na segunda-feira (9), a Pfizer anunciou que sua vacina experimental contra a Covid-19 é mais de 90% eficaz, segundo dados iniciais do estudo da fase 3. A fórmula é desenvolvida em parceria com a alemã Biontech. Os grupos farmacêuticos informaram também que ainda não encontraram nenhuma preocupação séria de segurança e esperam obter autorização de uso emergencial nos EUA o mais breve possível.

Bill Gruber, um dos principais cientistas de vacinas da Pfizer, afirmou que esse número pode ser alcançado já no início do próximo mês.

“Este é um grande dia para a saúde pública e para o potencial de nos tirar a todos das circunstâncias em que estamos agora”, disse. “Hoje é um grande dia para a ciência e a humanidade”, afirmou Albert Bourla, CEO da Pfizer, em comunicado da empresa à imprensa.

Coronavac

Em nota divulgada ontem (11), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou que os testes da CoronaVac, vacina desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac para a Covid-19, serão retomados no Brasil.

A entidade diz que a causa do ‘evento adverso’ que levou à suspensão dos testes está em investigação.

"A Anvisa entende que tem subsídios suficientes para permitir a retomada da vacinação e segue acompanhando a investigação do desfecho do caso para que seja definida a possível relação de causalidade entre o EAG [evento adverso grave] inesperado e a vacina", diz a nota da agência divulgada nesta quarta (11).

Os laudos periciais do IML (Instituto Médico Legal) e do IC (Instituto de Criminalística) da Secretaria de Segurança de São Paulo, divulgados hoje, indicaram que a morte do voluntário CoronaVac ocorreu em consequência de uma intoxicação por agentes químicos.

Foram encontradas a presença de opioides, sedativos e álcool no sangue na vítima, de acordo com a SSP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo). O laudo toxicológico, que possui seis páginas e foi finalizado na última terça-feira (10), não constatou a presença de drogas ilícitas no sangue da vítima.

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