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Presidente da Anvisa nega interferência política na suspensão do CoronaVac

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Presidente da Anvisa nega interferência política na suspensão do CoronaVac Athit Perawongmetha/ Reuters
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Em audiência no Congresso nesta sexta-feira (13), o presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres, negou que a instituição esteja sob interferência política. Segundo ele, os testes da vacina CoronaVac foram interrompidos devido a "eventos de rotina".

"Esse foi um evento de rotina, já tivemos outras interrupções longas. Interrupção e protocolo vacinal é rotina, não é caso especial. Então, se isso tivesse sido tratado como do desenvolvimento vacinal, fato rotineiro, da área técnica, nós não estaríamos agora tendo essa conversa com os senadores e a população não estaria preocupada. Rotina nossa é, em caso de dúvida, interromper para esclarecer", disse.

Na noite de segunda-feira (9), a Anvisa anunciou a interrupção dos testes do imunizante, desenvolvido pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. Naquele dia, o órgão fiscalizador informou que a paralisação foi por causa de um "evento adverso grave", sem dar muitos detalhes. Ontem, contudo, a agência anunciou que os testes do medicamento serão retomados no Brasil, alegando que a causa do ‘evento adverso’ que levou à suspensão dos testes está em investigação.

Laudos periciais do IML (Instituto Médico Legal) e do IC (Instituto de Criminalística) de São Paulo indicaram que a morte do paciente que se submeteu aos testes da vacina CoronaVac ocorreu em consequência de uma intoxicação por agentes químicos, como opioides, sedativos e álcool.

Também presente na audiência no Congresso, o diretor do Instituto Butantan, Dimas Tadeu Covas, reafirmou que a morte do paciente não tinha relação com medicamento em estudo.

“Evento adverso é diferente de reação adversa, que teria relação com a vacina”, disparou.

Ele também aproveitou a oportunidade para alfinetar o presidente da Anvisa. Segundo Covas, chefes de pesquisa não atuam como “parte interessada”, mas servem para ser independentes.

“Tem implicações sim, inclusive na compreensão da importância da vacina. Estamos vivendo um problema muito grave com a vacinação. Termina agora a vacinação da poliomielite e do sarampo com a menor adesão dos últimos anos. Foi uma adesão de 40% a 45%, sendo esperado acima de 80%. Todas as questões relacionadas se deve tomar a vacina, se é obrigatória, se é segura, se é chinesa, obviamente que tem impacto na população”, finalizou.

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