clique para ir para a página principal

Presidente do BC diz que PIX ajudará na retomada econômica e que "não tem nada a ver" com CPMF

Atualizado em -

Presidente do BC diz que PIX ajudará na retomada econômica e que "não tem nada a ver" com CPMF Marcelo Camargo/Agência Brasil
► PIX começa a funcionar 100% nesta segunda (16)► Moderna comunica que estudos com sua vacina apontam 94,5% de eficácia contra a Covid-19

Em evento de lançamento do PIX, novo sistema de pagamentos digitais, o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, afirmou nesta segunda-feira (16) que a ferramenta será um importante aliado na recuperação econômica do país. A nova tecnologia está disponível para clientes de 734 bancos, corretoras e instituições financeiras que operam no país.

"Quando a gente pensa na recuperação da crise que estamos vivendo hoje, é muito gerada por um incentivo em tecnologia, um aumento nessa capacidade tecnológica e na produção de dados. A gente consegue ver a quantidade de comércio online que está acontecendo. As pessoas pedem mais comida em casa, usam mais aplicativos", disse Campos Neto.

Para Campos Neto, o PIX também ajudará a melhorar os serviços públicos e será um grande aliado na questão da inclusão digital.

"Vai melhorar a prestação de serviços públicos porque a gente está digitalizando as pessoas. A gente sabe quem são, onde estão, e que produtos consomem. Então, no final a gente vai ter um sistema financeiro mais inclusivo e mais eficiente. Ou seja, o PIX veio para transformar sua vida e facilitar seus negócios. A gente viu na TV reportagens de negócios que antes não eram viáveis pois transferências eram caras. No interior, há cidades que não têm ATMs [máquinas de saques] e que não têm agência bancária", explicou.

O presidente do Banco Central acrescentou ainda que o novo sistema de pagamentos e transferências irá gerar uma maior competição no Sistema Financeiro Nacional, assim como a oferta de novos produtos.

"Quando diminui barreira de entrada, incentiva novos entrantes, novas empresas de tecnologia, as 'fintechs' [pequenas empresas de tecnologia que atuam no setor financeiro]. Vai gerar uma competição e vai baratear o custo. E isso provoca grande diversidade no sistema", pontuou.

Campos Neto fez questão de deixar claro que o PIX "não tem nada a ver" com a eventual implantação de um futuro imposto sobre transações financeiras, nos moldes da CPMF. Segundo ele, algumas projeções mostram que a ferramenta pode responder por algo em torno de 20% a 25% dos pagamentos.

"Se alguém quiser cobrar um imposto sobre pagamentos, tem que cobrar acima de 25% para ter uma boa arrecadação. Então não é o PIX que vai fazer o imposto existir ou não", justificou.

PIX

O PIX começa a funcionar de forma integral nesta segunda-feira (16) depois de passar por uma fase de testes de duas semanas. A ferramenta tem sido assunto entre clientes, instituições financeiras e é a aposta do Banco Central para modernizar seus sistemas.

O sistema custou R$ 13,5 milhões aos cofres públicos e sua principal vantagem é a possibilidade de realizar pagamentos e transferências de forma imediata pelo celular, a qualquer dia e hora, inclusive nos fins de semana e feriados. O BC garante que as transações serão realizadas pelo PIX em até 10 segundos. Antes, o cliente que precisava realizar um TED ou DOC só podia fazer essas operações em dias úteis, em horários específicos, e aguardava um tempo até que a transação fosse realizada.

Inicialmente, o PIX terá como centro a realização dessas transferências de valores. No futuro, o objetivo é que a ferramenta seja usada para facilitar outras operações como pagamento de impostos, taxa de passaportes, inscrição de vestubular e até o mercado de crédito.

Relacionados:

► PIX começa a funcionar 100% nesta segunda (16)► Moderna comunica que estudos com sua vacina apontam 94,5% de eficácia contra a Covid-19

Leia mais: