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Primeiro dia do PIX tem mais de 1 milhão de transações, informa Banco Central

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Primeiro dia do PIX tem mais de 1 milhão de transações, informa Banco Central folhapress
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O Banco Central (BC) divulgou na noite desta segunda-feira (16) que o PIX, novo sistema de pagamentos instantâneos da instituição, ultrapassou a marca de um milhão de transações até às 18h de hoje. Na visão do BC, a marca é apenas o início de uma nova era na forma de fazer e receber transferências no Brasil.

"A avaliação do Banco Central é que o primeiro dia de operação ampla do PIX transcorreu de forma absolutamente normal, com incidentes pontuais esperados para o primeiro dia de operações amplas, e com números expressivos, comprovando a efetividade do novo meio de pagamento e o enorme interesse dos usuários", informou o órgão por meio de nota.

Mais cedo, o presidente da instituição monetária, Roberto Campos Neto, afirmou que a ferramenta será um importante aliado na recuperação econômica do país.

"Quando a gente pensa na recuperação da crise que estamos vivendo hoje, é muito gerada por um incentivo em tecnologia, um aumento nessa capacidade tecnológica e na produção de dados. A gente consegue ver a quantidade de comércio online que está acontecendo. As pessoas pedem mais comida em casa, usam mais aplicativos", disse Campos Neto.

Campos Neto fez questão de deixar claro que o PIX "não tem nada a ver" com a eventual implantação de um futuro imposto sobre transações financeiras, nos moldes da CPMF. Segundo ele, algumas projeções mostram que a ferramenta pode responder por algo em torno de 20% a 25% dos pagamentos.

"Se alguém quiser cobrar um imposto sobre pagamentos, tem que cobrar acima de 25% para ter uma boa arrecadação. Então não é o PIX que vai fazer o imposto existir ou não", justificou.

Transferências via Whatsapp

Roberto Campos Neto também afirmou hoje que o WhatsApp entrará no ramo de pagamentos no Brasil "em breve" e que o Banco Central mantém conversas com o Google nesse sentido, além de outras gigantes de tecnologia que ele não mencionou nominalmente.

"Whatsapp vai entrar, vai começar fazendo P2P (rede de computadores que compartilham arquivos pela internet) em breve. Eu tenho conversado bastante com o CEO do WhatsApp, inclusive ele tem me dito que o processo no Banco Central foi mais rápido do que em outros países. Então a gente está avançando bastante com o processo, vai começar com P2P e depois vai fazer P2M (transferência entre pessoas e estabelecimentos). Nossa única preocupação é passar por todos os critérios de aprovação e que a gente tenha sistema que fomente competição, do mesmo jeito que estamos conversando com Google e com outros", finalizou.

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