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Adolfo Sachsida diz que setor de serviços será responsável pela geração de empregos em 2021

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Adolfo Sachsida diz que setor de serviços será responsável pela geração de empregos em 2021 Marcelo Casal Jr/Agência Brasil
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Em entrevista coletiva virtual, o secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, disse nesta terça-feira (17) que o setor de serviços será responsável pela geração de empregos no ano que vem. Segundo o secretário, existem R$ 110 bilhões de recursos a serem injetados na economia por meio do restante de pagamentos do auxílio emergencial e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

“O emprego vai crescer em 2021. Os dados são muito claros: o grosso do desemprego está vindo do setor informal. À medida que o setor de serviços retoma, rapidamente volta a contratar. À medida que o distanciamento social diminui, rapidamente tem a contração de informais”, disse.

Sachsida revelou que o governo vem trabalhando com a ideia de redução dos custos da contração formal. De acordo com ele, para cada R$ 1 mil pago em salários, o empregador tem custos de R$ 1,8 mil. “Quer dizer que o trabalhador recebe pouco, e empresário paga muito. Enquanto sociedade, vamos ter que endereçar essa questão. Há várias frentes para diminuir a burocracia, o custo de contração no Brasil", explicou.

O secretário minimizou a possibilidade de uma segunda onda de contaminações pelo novo coronavírus no país e enfatizou que o governo não irá ultrapassar o teto de gastos, fará privatizações e manterá o “enxugamento” dos bancos públicos.

“Nossos estudos aqui na SPE [Secretaria de Política Econômica] indicam que a probabilidade de uma segunda onda é muito baixa. Vários estados já atingiram, ou estão próximos de atingir, imunidade de rebanho. Honestamente, acho baixa a probabilidade de segunda onda”, afirmou.

Questionado se o governo tem um plano para o caso de novas medidas de isolamento social, o secretário disse que prefere “não dar respostas concretas a perguntas hipotéticas”, mas destacou que é responsabilidade da secretaria ter sempre um plano de contingência.

“Algo concreto é a forma da retomada econômica. Desde outubro, o setor de serviço está cada vez mais forte e vai garantir a tração necessária para a economia”, finalizou.

Economia brasileira

Em participação em evento da Febraban nesta terça-feira (17), o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, disse que as previsões para a economia brasileira para este ano e para o ano que vem poderão ser revistas para melhor, se for confirmado crescimento no terceiro trimestre deste ano. Ele lembrou que o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) cresceu 9,47% no terceiro trimestre deste ano, na comparação com o segundo trimestre.

“O terceiro trimestre vai ser muito importante para determinar a velocidade dessa revisão [nas projeções]”, disse

Em relação à pandemia de Covid-19, Campos Neto comentou sobre o aumento de casos diários ocorridos na Europa e nos Estados Unidos.

“Quando a gente olha na parte de óbitos, há uma evolução bem melhor, apesar de um aumento na Europa nas últimas duas semanas. Os leitos hospitalares começaram a ficar mais cheios, e alguns países começaram a anunciar novas medidas de distanciamento social. Mas a gente consegue acompanhar que, cada vez mais, as medidas de distanciamento social têm sido menos efetivas em termos de restringir a mobilidade”, afirmou.

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