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Após eficácia de 95% em fase 3, Pfizer pede ao governo americano autorização para uso emergencial

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Após eficácia de 95% em fase 3, Pfizer pede ao governo americano autorização para uso emergencial Pfizer | Divulgação
► Presidente da Pfizer no Brasil estima que a vacina pode chegar ao país até março do ano que vem ► Presidente da Anvisa nega interferência política na suspensão do CoronaVac► Moderna comunica que estudos com sua vacina apontam 94,5% de eficácia contra a Covid-19

As farmacêuticas Pfizer e BioNTech anunciaram hoje que concluíram a fase 3 dos testes da vacina contra a Covid-19 e que a eficácia foi de 95% - acima dos 90% observados na fase 2, com menos participantes infectados. A empresa informou ainda que solicitará à Food and Drug Administration (FDA) – agência americana equivalente à Anvisa no Brasil –, o uso emergencial do imunizante. A Pfizer também prometeu compartilhar os dados com outras agências reguladoras em todo o mundo.

A primeira análise objetiva primária é baseada em 170 casos de contaminação por covid-19 entre os participantes: 162 estão no grupo que tomou placebo e apenas 8 no grupo que tomou a vacina. A eficácia foi consistente em dados demográficos de idade, sexo, raça e etnia. A eficácia observada em adultos com mais de 65 anos de idade foi superior a 94%.

De acordo com comunicado divulgado hoje pela Pfizer, os eventos adversos mais comuns foram fadiga (em 3,8% dos voluntários) e dor de cabeça (2%). Ainda conforme o comunicado, a vacina foi aplicada num de grupo de 43.661 participantes e foi bem tolerada em todas as populações sem nenhuma intercorrência séria. Os dados, no entanto, ainda não foram publicados em revistas científicas nem submetidos à avaliação de pares.

Coronavac

A CoronaVac, produzida pela chinesa Sinovac e que está em testes no Brasil, se mostrou segura e com resposta imune satisfatória durante as fases 1 e 2 dos experimentos. Os dados estão em artigo publicado na revista científica “The Lancet”.

De acordo com a pesquisa, os voluntários que receberam a dose mais baixa (de 3µg) apresentaram resposta imune em 97% dos casos. Esse número não é a taxa de eficácia da vacina, que é o resultado da proporção de redução de casos entre o grupo vacinado comparado com o grupo não vacinado.

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