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E-commerce deve fazer com que Black Friday tenha faturamento recorde de R$ 3,74 bi, estima CNC

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E-commerce deve fazer com que Black Friday tenha faturamento recorde de R$ 3,74 bi, estima CNC Freepik
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A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgou nesta quarta-feira (18) que a Black Friday deste ano deverá movimentar R$ 3,74 bilhões e alcançar o maior faturamento desde que a data foi incorporada ao calendário do varejo nacional, em 2010. Se confirmada a previsão, haverá um aumento de 6% em relação a 2019 (R$ 3,67 bilhões) – descontada a inflação, o crescimento real das vendas, em comparação com igual período do ano passado, deverá ser de 1,8%.

O avanço do comércio eletrônico desde o início da pandemia do novo coronavírus é apontado pela Confederação como determinante para que a Black Friday seja a primeira data do varejo a registrar crescimento real neste ano.

“Em 2020, mais do que em qualquer outra edição, a Black Friday deverá expor a diferença de desempenho entre as lojas físicas e as lojas online”, afirma o presidente da CNC, José Roberto Tadros, ressaltando a facilidade de comparação de preços online em uma data comemorativa caracterizada pelo forte apelo às promoções.

A CNC projeta avanço real de 61,4% nas vendas exclusivamente online, em relação à Black Friday de 2019. Já as lojas físicas deverão apresentar avanço de apenas 1,1%, em comparação com o ano passado. Segundo dados da Receita Federal, de março a setembro o faturamento real do e-commerce cresceu 45%, em comparação com igual período de 2019, e a quantidade de pedidos mais que dobrou (110%).

O segmento de eletroeletrônicos e utilidades domésticas deverá ser o principal destaque entre os ramos que já aderiram à data, com previsão de movimentação financeira de R$ 1,022 bilhão. Em seguida, deverão sobressair os volumes de receita gerados pelos segmentos de hipermercados e supermercados (R$ 916,9 milhões) e de móveis e eletrodomésticos (R$ 853,4 milhões).

Compras online crescem

Na primeira semana de novembro, o Mercado em 1 Minuto mostrou um levantamento realizado pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC) apontando que o aumento das compras pela internet e a redução das idas aos pontos de venda pode gerar transformações de longo prazo nas estratégias das empresas. Segundo a pesquisa, 91% dos consumidores se disseram satisfeitos com a experiência online e 53% dos entrevistados estão frequentando menos o varejo físico.

Maurício Salvador, presidente da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), ratifica que empresas com operação restrita ao ambiente físico estão em uma situação de desvantagem ampla e correm sérios riscos de sobrevivência.

“É possível começar a vender on-line de forma rápida e simples, sem a necessidade de grandes investimentos. É preciso correr pela presença digital”, afirma Salvador.

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