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Doria critica governo federal e pede esforço concentrado para aprovação das vacinas contra a Covid-19

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Doria critica governo federal e pede esforço concentrado para aprovação das vacinas contra a Covid-19 Sérgio Andrade/Governo de SP
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O governador de São Paulo, João Doria, criticou nesta quinta-feira (19) o governo federal e à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pela demora para aprovação de vacinas contra a Covid-19, embora ainda não existam pedidos formulados para registros de imunizantes contra a doença no Brasil.

Sem citar Bolsonaro, Doria também classificou como “triste” o que chamou de “distanciamento” do Ministério da Saúde no tratamento do tema das vacinas e da pandemia de coronavírus, que já matou mais de 167 mil pessoas no Brasil.

“É hora de o governo federal fazer um esforço concentrado pelas vacinas, sem excluir nenhuma. Fazer um grupo de trabalho no Ministério da Saúde, envolvendo outros ministérios se necessário, governos estaduais, para que as vacinas, mediante aprovação da Anvisa, sejam colocadas imediatamente no sistema nacional de imunização”, criticou.

Doria disse ainda que, nos próximos 40 dias, o estado terá 46 milhões de doses da CoronaVac. Hoje de manhã, o primeiro lote composto por 120 mil doses do imunizante chegou ao Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos.

“A saúde comanda o combate à pandemia em São Paulo. Decisões são fundamentadas na ciência e na saúde”, disse, acrescentando que nenhum fator outro, como o cenário político, interfere nessa decisão.

A CoronaVac se mostrou segura e com resposta imune satisfatória durante as fases 1 e 2 dos experimentos. Os dados estão em artigo publicado na revista científica “The Lancet”.

De acordo com a pesquisa, os voluntários que receberam a dose mais baixa (de 3µg) apresentaram resposta imune em 97% dos casos. Esse número não é a taxa de eficácia da vacina, que é o resultado da proporção de redução de casos entre o grupo vacinado comparado com o grupo não vacinado.

Pfizer

Ontem (18), a Pfizer informou que apresentou ao governo federal uma proposta de comercialização da sua vacina contra a Covid-19, sem dar detalhes de valores.

“A Pfizer fez uma proposta ao governo brasileiro, em linha com os acordos que temos fechado em outros países, inclusive na América Latina, que permitiria vacinar alguns milhões de brasileiros no primeiro semestre, sujeita à aprovação regulatória”, disse a Pfizer Brasil em comunicado divulgado nesta quarta-feira (18).

A farmacêutica reportou que irá trabalhar em parceria com a Anvisa para fornecer todos os dados necessários para avaliação e destacou que elaborou um plano logístico detalhado “para apoiar o transporte eficaz" da vacina contra a Covid-19.

“Para isso, foi desenvolvida uma embalagem especial (em formato de caixa) com temperatura controlada, fácil de transportar e manipular, que utiliza gelo seco para manter a condição de armazenamento recomendada, de – 75° C (± 15° C) por até 15 dias”, completou.

Ontem também, a Pfizer e a BioNTech anunciaram que concluíram a fase 3 dos testes da vacina e que a eficácia foi de 95% - acima dos 90% observados na fase 2, com menos participantes infectados.

A empresa informou ainda que solicitará à Food and Drug Administration (FDA) – agência americana equivalente à Anvisa no Brasil –, o uso emergencial do imunizante. A Pfizer também prometeu compartilhar os dados com outras agências reguladoras em todo o mundo.

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