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Guedes diz que US$ 3 bilhões do Banco dos Brics entrarão no país nos próximos meses

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Guedes diz que US$ 3 bilhões do Banco dos Brics entrarão no país nos próximos meses Fábio Pozzebom/Agência Brasil
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Em evento promovido pela revista Exame na noite desta quarta-feira (18), o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), popularmente conhecido como Banco dos Brics, injetará US$ 3 bilhões no país nos próximos meses.

“O banco foi fundado em 2016, tínhamos tomado apenas US$ 700 milhões. Nos próximos dois, três meses temos US$ 3 bilhões para entrar para investimentos, para ajudar no coronavírus, para investimentos em infraestrutura”, afirmou.

O ministro também abordou sobre a inflação que vem elevando os preços de alimentos e de materiais de construção no Brasil. Para ele, a inflação é transitória e a recuperação da economia está sendo em formato de "V". Guedes defendeu novamente a manutenção do teto de gastos, especialmente num contexto em que as despesas são indexadas e obrigatórias.

“Enquanto o Brasil não tiver coragem de enfrentar esse problema de indexação automática de despesas, onde a classe política não controla 96% dos orçamentos, não podemos sonhar em abrir mão dessa bandeira do teto”, disse.

O chefe da pasta econômica falou também sobre as privatizações de empresas estatais, como a Eletrobras e os Correios, e criticou o que chamou de "acordo político" contra a pauta.

"Somos um governo de centro-direita, ganhamos a eleição dizendo que vamos privatizar, como é que vai ter um acordo político que impede privatizações? Então, o governo finalmente está achando o seu eixo político. Não vamos aumentar impostos […]. Há acordos políticos de centro-esquerda que impedem a privatização”, disse o ministro, sem dar detalhes.

PIX

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, afirmou nesta quarta-feira (18) que o PIX, novo sistema de pagamentos instantâneos da instituição, irá estimular o crescimento das fintechs (pequenas empresas de tecnologia do setor financeiro) e das startups, mas sem tirar espaço dos grandes bancos brasileiros.

"Temos de estimular 'fintechs', 'startups'. Os grandes bancos têm papel importante e acho que não vão perder espaço. Vão se moldar a uma coisa diferente, à experiência do usuário, à interface com o consumidor, à conexão com outros negócios pequenos", disse.

Na avaliação de Campos Neto, o novo sistema de pagamentos não irá diminuir a receita das tradicionais instituições financeiras. Na verdade, afirma, o PIX irá gerar novos modelos de negócios e aumentará a chamada "bancarização", que vem sendo estimulada pelo auxílio emergencial.

"Não achamos que isso é um movimento que vai atrapalhar os grandes bancos. A gente acha o contrário. A gente acha, talvez, que o mercado do futuro seja os grandes bancos terem uma fatia um pouco menor de uma torta muito maior, porque gera inclusão financeira, gera bancarização, gera novos modelos de negócios", explicou o presidente do BC.

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