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"Se um imposto for criado, será porque destruímos outros oito, nove ou dez", diz Guedes

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"Se um imposto for criado, será porque destruímos outros oito, nove ou dez", diz Guedes José Cruz | Agência Brasil
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O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quinta-feira (19) que parou de falar de novos impostos por causa das eleições municipais e enfatizou que se houver a criação de um novo imposto, isso se dará com o fim de outros impostos que são cobrados atualmente.

"Não vamos subir impostos. Se um imposto for criado, será porque destruímos outros oito, nove ou dez", disse o ministro.

A declaração de Paulo Guedes é mais uma tentativa de acalmar os ânimos em torno dos boatos de que o governo pretender criar uma nova CPMF, assunto que já gerou duras críticas à equipe econômica no passado. Para o ministro, falar sobre impostos agora pode influenciar nas eleições.

“Não estamos falando porque as eleições estão chegando. As pessoas têm preocupação de o tema ser explorado nas eleições, de falarem ah, o ministro Paulo Guedes quer um imposto sobre transações financeiras, quer a CPMF", destacou Guedes numa apresentação em fórum do Bradesco BBI.

O ministro reforçou a importância da reforma tributária, mas enfatizou que não quer que a reforma seja feita de qualquer jeito. Além disso, declarou que a proposta do governo é desonerar a folha salarial das empresas.

Geração de empregos

Em outro evento nesta quinta (19), Paulo Guedes falou que o país deve fechar 2020 perdendo menos empregos do que o registrado na recessão de 2015 e 2016.

“Na maior crise global, nós podemos terminar o ano com um terço ou um quarto dos empregos que foram perdidos na recessão autoimposta", afirmou o ministro no o 41º Congresso Brasileiro de Previdência Privada promovido pela Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp).

Segundo o ministro, o Brasil pode terminar o ano com o fechamento de cerca de 300 mil postos de trabalho. De janeiro a setembro, segundo os dados mais recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o país tinha eliminado 558,6 mil vagas, contra saldo negativo de 1.144 milhão registrado de janeiro a maio.

Questionado sobre a possível segunda onda de Covid-19 no país, o ministro afirmou que o país está preparado caso aconteça uma segunda fase de contaminações.

“Se a doença vier, estamos numa outra dimensão, sabemos como agir, mas não é nosso plano”, disse Guedes.

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