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ETFs: Cesta de ativos pode ser porta de entrada para a Bolsa

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ETFs: Cesta de ativos pode ser porta de entrada para a Bolsa Pixabay
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Sigla em inglês para Exchange-traded fund, o EFT é uma aplicação criada para atrair novos investidores para o mercado de ações. Surgiu nos Estados Unidos no fim da década de 1980 e hoje é uma das maiores classes de ativos em vários mercados internacionais. No Brasil, foi regulamentado em 2002, mas o o primeiro ETF brasileiro – o PIBB (Papéis de Índice Brasil Bovespa) existe desde 2004.

O investidor faz uma aplicação em um ETF, que é como se fosse uma cesta de ativos, sem precisar acompanhar o desempenho de cada um dos papéis que compõem o investimento. Esse trabalho é feito pela gestora do ativo, que preenche a cesta de modo a ter a rentabilidade atrelada a algum índice, como o Ibovespa, por exemplo (que, em 2019, rendeu 31,58%).

Há já no Brasil uma série de ETFs referenciados em diferentes índices, como o Índice de Governança Corporativa (IGC), o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) e até S&P 500, que reúne as 500 maiores ações dos Estados Unidos.

A cada ano, o volume de negociações com ETFs aumenta. Em 2018, a média diária foi de R$ 432 milhões. Aumentou para R$ 780 milhões em 2019 e para R$ 1,5 bilhão nos dois primeiros meses de 2020.

Em participação no 41º Congresso Brasileiro de Previdência Privada, o diretor de Orientação Técnica e Normas da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), José Carlos Chedeak, afirmou que a instituição realizou estudos e tem conversado com o Ministério da Economia sobre o aumento do limite de 10% para as entidades fechadas realizarem investimentos no exterior, como mostramos aqui.

Rentabilidade, vantagens e desvantagens

O EFT que replica índices como Ibovespa (BOVA11) pode ter boa rentabilidade a médio prazo, para um perfil de investimento mais conversador. Para quem é avesso ao risco há também ETFs que têm como base índices de renda fixa, como o IMA-B, que acompanha o desempenho de títulos públicos atrelados à inflação.

Entre as principais vantagens, além do baixo risco, está a facilidade para investir (basta escolher a cesta de ativos que mais lhe agrada) e a possibilidade de começar com baixos valores – a partir de R$ 100.

Como desvantagem, há a cobrança pelas gestoras de uma taxa de administração, que gira em torno dos 2%. É importante destacar que a tributação de Imposto de Renda referente aos ETFs de renda variável é composta por uma alíquota fixa de 15% sobre o ganho de capital do investidor com a operação. Além disso, ao vender uma cota de ETF, o investidor tem uma retenção de Imposto de Renda direto na fonte, com uma alíquota de 0,005%.

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