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Fundos de previdência privada devem fechar o ano com mais de R$ 1 trilhão acumulados

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Fundos de previdência privada devem fechar o ano com mais de R$ 1 trilhão acumulados Freepik
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Dados apresentados este mês pela Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp) apontam que os fundos de previdência privada devem fechar 2020 com um patrimônio acumulado superior a R$ 1 trilhão.

Segundo o diretor superintendente da associação, Luís Ricardo Marcondes Martins, os últimos meses deste ano já apresentaram uma retomada relevante dos efeitos negativos causados pela pandemia do novo coronavírus.

Os fundos de previdência chegaram a ter um déficit de quase R$ 55 bilhões no começo da pandemia no Brasil. Em setembro, o rombo foi de aproximadamente R$ 20 bilhões.

"Nós estamos com quase R$ 980 bilhões [em investimentos]. Com a força do sistema, a resiliência do sistema, a recuperação do sistema, não só superaremos a meta do trilhão, e rápido, como manteremos as metas atuariais", afirmou Luís Ricardo, durante coletiva da Abrapp no início de novembro.

De acordo com a Abrapp, o sistema fechado de previdência complementar atualmente conta com 2,7 milhões de participantes ativos, 3,9 milhões de dependentes e 837 mil assistidos. Somente no primeiro semestre deste ano, o sistema pagou R$ 30 bilhões em benefícios.

Vantagens da Previdência Complementar

Quem procura uma maneira para estimular bons hábitos para construir uma disciplina financeira no longo prazo, acaba encontrando na previdência complementar uma opção mais simples, segura e com vantagens fiscais.

Na previdência privada, o Imposto de Renda (IR) é cobrado através de uma tributação regressiva. Ao longo de dez anos chega a 10% – enquanto na renda fixa, por exemplo, a alíquota mínima é de 15%, em média.

Outro ponto relevante é que alguns estados do país não cobram imposto em casos de sucessão patrimonial. Além disso, o valor da previdência privada não entra em inventário - reduzindo possíveis despesas com serviços advocatícios.

A sócia da VLG Seguros, Carolina Cipriani, destaca como outra vantagem o fato de que os planos de previdência não têm incidência do chamado come-cotas - mecanismo de tributação de alguns fundos de investimento abertos, como os fundos de renda fixa e os multimercados. Nesse sistema, o IR é descontado semestralmente na forma de cotas, mesmo que não tenha havido resgates.

"Quando analisamos no longo prazo a previdência complementar, como não tem essa tributação periódica, verificamos que o montante final é exponencialmente maior. Por isso, é importante deixar bem claro com cada cliente, na diversificação da carteira de investimentos, qual parte é destinada para a aposentadoria", afirma a especialista em seguros.

Carolina Cipriani ressalta a importância também do uso do seguro de vida como uma ferramenta complementar ao plano de previdência privada.

"Por lei, o seguro de vida é impenhorável e não é considerado como herança. Portanto, nunca entrará em inventário e nunca será tributado. Outra vantagem é que o seguro pode ser 100% direcionado para qualquer pessoa apontada pelo segurado. A lei de heranças não reza sobre os beneficiários de seguro", explica a especialista da VLG Seguros.

Regime de Capitalização

A regra geral atual de aposentadoria para trabalhadores da iniciativa privada, por exemplo, exige idade mínima de 62 anos para mulheres, que devem ter pelo menos 15 anos de contribuição, e 65 anos para os homens, que devem ter pelo menos 20 anos de contribuição. O teto máximo de remuneração é de R$ 6.101,06.

No caso da esfera privada, o investidor traça o próprio plano de aposentadoria, o prazo de 'contribuição', a quantia mensal a ser paga, os valores que gostaria de receber, de qual forma e por quanto tempo.

A Reforma da Previdência, aprovada no ano passado, foi apontada pelo ministro Paulo Guedes (Economia) como a primeira grande mudança na redução dos gastos públicos. No entanto, o ministro resslatou o fato de não ter sido possível aprovar o modelo de uma previdência baseada em regime de capitalização.

"Com o regime capitalizado, a previdência fechada teria um papel decisivo na alocação de capital, maior do que nesse sistema que temos hoje, de repartição. Não conseguimos fazer, mas pelo menos removemos os privilégios, e podemos mais para frente buscar um regime mais eficiente, mas não é mais prioridade desse governo", afirmou Guedes, durante palestra, na semana passada, no 41º Congresso Brasileiro de Previdência Complementar (CBPP).

O ministro da Economia defendeu ainda que o governo brasileiro trabalhou de forma veloz em relação à crise gerada pela Covid-19 e apontou que o trabalho do país com as reformas estruturais continua: "Há muita reforma pela frente. Vamos transformar essa recuperação cíclica numa retomada de crescimento sustentável", finalizou.

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