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Governo libera R$ 409 milhões para projetos de tecnologia e em soluções para internet 5G

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Governo libera R$ 409 milhões para projetos de tecnologia e em soluções para internet 5G Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O Ministério das Comunicações divulgou nesta terça-feira (24) que fará investimentos de R$ 409 milhões para o desenvolvimento de tecnologias de internet em sistemas agrícolas, de transporte, de saúde, de segurança e em soluções para internet 5G.

Os recursos irão financiar 17 projetos, em um prazo de 36 meses, a partir de operações de crédito viabilizadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa pública vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia.

"A gente elencou duas prioridades. A primeira é usar esses R$ 200 milhões para dar acesso a conexão de internet para cerca de 800 mil pessoas. E a segunda, usar esses recursos para toda a cadeia de telecomunicações e inovação", destacou o presidente do BNDES, Gustavo Montezano, durante cerimônia que marcou a transferência dos recursos do Ministério das Comunicações para o banco.

A expectativa do governo é que os projetos possam gerar até 41 mil novos empregos diretos e indiretos no país, além de aumentar a competitividade da indústria brasileira de telecomunicações.

5G

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, afirmou hoje (24) que redes de 5G são um tema de segurança nacional, razão pela qual o GSI (Gabinete de Segurança Institucional) tem participado das conversas no governo sobre o leilão de frequência da nova tecnologia que deve ser realizado no próximo ano.

Segundo Carlos Baigorri, que é o relator do edital do 5G na Anatel, a previsão é concluir o edital internamente na agência no início do ano que vem, sendo que o leilão das frequências deve ocorrer no final do primeiro semestre de 2021.

"Esse é o cronograma com que trabalhamos e vamos persegui-lo apesar de todos os desafios que se colocam à nossa frente", disse o conselheiro após a reunião com o presidente Jair Bolsonaro.

Huawei

Em reunião virtual com o ministro da Economia, Paulo Guedes, na úlltima sexta-feira (20), representantes da companhia Huawei pediram que as decisões sobre a realização do leilão de frequências 5G no Brasil sejam feitas de maneira "estritamente técnica, não discriminatória e em favor do livre mercado".

"Seguimos os mais altos padrões internacionais de cibersegurança nos mais de 170 países em que atuamos, respeitamos e cumprimos com as leis locais. Já realizamos testes da 5G com todas as operadoras nacionais, colaborando para a chegada da tecnologia ao país", disse a empresa chinesa.

Apesar de não existir nenhuma decisão sobre o vencedor do leilão, a preocupação dos executivos da Huawei se dão devido ao apoio do governo brasileiro à Clean Network (Rede Limpa), programa dos Estados Unidos que limita o avanço de empresas chinesas na instalação dessa nova tecnologia. A adesão à iniciativa foi feita no âmbito de uma parceria trilateral entre Brasil, EUA e Japão.

Um dos maiores críticos à tecnologia chinesa é o atual presidente do Estados Unidos Donald Trump, que perdeu recentemente a eleição para Joe Biden, ex-vice-presidente de Barack Obama. Apesar da troca de comando no país norte-americano, o governo brasileiro acredita que as restrições a Pequim continuarão. O argumento é que as empresas de tecnologia do país asiático estariam a serviço do Partido Comunista com o intuito de furtar informações estratégicas de outros países.

Mais cedo, o vice-presidente Hamilton Mourão disse que, na sua opinião, a sucessão presidencial nos Estados Unidos não deve mudar o caráter de disputa desse país com a China em torno da instalação da tecnologia 5G globalmente.

"Não acho que vá mudar porque a disputa é comercial e tecnológica, independente de governo. Tem a questão de semicondutores, tem a própria questão de, vamos dizer assim, são duas grandes potências que disputam o mesmo espaço", comentou o vice-presidente ao sair de reunião com o relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da prisão após condenação em segunda instância, o deputado federal Alex Manente.

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