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Sondagem da FGV aponta clima econômico desfavorável na América Latina

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Sondagem da FGV aponta clima econômico desfavorável na América Latina Pixabay
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O Indicador de Clima Econômico (ICE) da América Latina, medido pela FGV e que relaciona o índice da situação atual com o índice de expectativas, registrou uma pequena melhora entre o terceiro e o quarto trimestre deste ano. O indicador passou dos 43,2 pontos negativos para 39,3 pontos negativos.

Segundo o levantamento, os indicadores de todos os países ainda seguem em níveis desfavoráveis do ciclo econômico. Apenas Brasil e Argentina não apresentaram melhora no ICE na pesquisa. Na Argentina, o ICE recuou em 13,5 pontos, para 41,0 pontos negativos no quarto trimestre. No Brasil, a piora foi pequena, e o ICE passou de 32,0 pontos negativos para 32,8 pontos negativos entre o terceiro e o quarto trimestre.

Além das medições sobre o clima econômico, o estudo também faz projeções para o PIB dos países da região em 2020 e 2021. Em todos os países, a projeção é de queda do PIB em 2020, sendo a maior na Argentina (-22%) e a menor no Paraguai (-1,9%). No Brasil, a previsão na sondagem anterior era de uma queda de -6,5% e passou para –5,5%; no Chile era de -7,3% e passou para -6,1%. Há um relativo otimismo para o crescimento de 2021, que está associado às expectativas favoráveis em todos os países. Porém, o efeito da crise sobre o PIB dos países ainda não terá sido totalmente mitigado.

A sondagem, que ouviu 137 especialistas econômicos em 15 países da América Latina, também buscou identificar os principais obstáculos ao crescimento enfrentados pelos países. No quarto trimestre, os principais resultados apontados pelos especialistas ouvidos na pesquisa são: falta de inovação, infraestrutura inadequada, corrupção, aumentos das desigualdades de renda e demanda insuficiente.

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