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Eficácia de vacina de Oxford foi fruto de erro na dosagem aos voluntários

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Eficácia de vacina de Oxford foi fruto de erro na dosagem aos voluntários Pixabay
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Após o celebrado anúncio, na última segunda-feira, 23, de eficácia acima de 90% na vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a AstraZeneca, os estudos sofreram um golpe de credibilidade.

Pouco depois da divulgação de resultados, o responsável pela área e desenvolvimento da AstraZeneca, Menelas Pangalos, disse em entrevista à Reuters que a empresa não tinha a intenção de aplicar uma dose reduzida nos voluntários, o que levou a questionamentos de especialistas.

O The New York Times ouviu pesquisadores que apontaram ainda outras irregularidades e omissões na divulgação dos dados da pesquisa. Um exemplo citado pelo jornal foi que o chefe da iniciativa federal de vacinação dos EUA, não a AstraZeneca, que revelou que os resultados mais promissores da vacina não incluíam dados dos voluntários idosos, grupo de risco para a covid-19. Os pesquisadores britânicos que lideraram os testes deveriam ter dado uma dose completa aos participantes, mas um erro de cálculo da dosagem fez com que alguns recebessem apenas metade. Nesse grupo, a eficácia do imunizante foi de 90% - ante 62% entre os voluntários que receberam duas vezes uma dose completa.

Pangalos descreveu o erro como “serendipity”, palavra em inglês que significa descobrir algo positivo por mero acaso. O primeiro anúncio da empresa não mencionou a natureza acidental da descoberta.

Os testes foram realizados em voluntários na Inglaterra e no Brasil. A vacina é a principal aposta do governo brasileiro para fazer uma vacinação em massa contra a covid-19 no País.

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