clique para ir para a página principal

Guedes nega atrito e diz que admira o trabalho do presidente do Banco Central

Atualizado em -

Guedes nega atrito e diz que admira o trabalho do presidente do Banco Central Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
► Falência e recuperação judicial: novas regras podem ajudar empresas a manter portas abertas► Brasil poderá terminar o ano com zero perda de empregos formais, diz Guedes

O ministro da Economia, Paulo Guedes, negou que exista um atrito entre ele e o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, e afirmou que sua fala de ontem foi distorcida e que o alvo era a imprensa. Guedes explicou que tinha absoluta “certeza” de que Campos estava defendendo as reformas e que não gostou do que chamou de uma tentativa de criar mal-estar dentro do governo.

O ministro revelou que trocou mensagens de manhã com o presidente do BC, que reafirmou que não tinha feito crítica a ele e sim defendido as reformas.

“Ficou claro para mim que [a imprensa] tentou ligar o pedido de apoio às reformas com uma crítica a mim. E, seguro de que essa ligação não existe, que o Roberto não estava me criticando, disse para perguntar para ele (…). Ele estava pedindo apoio às reformas, justamente para o Brasil ter credibilidade. Se ele pede reformas é porque existe um plano, está lá. Eu tinha certeza que ele estava pedindo apoio às reformas, por isso que falei para perguntarem para ele”, afirmou.

Apesar de ter negado o atrito, Guedes reconheceu que poderia ter escolhido uma outra forma de se expressar, deixando claro que não estava irritado com Campos Neto. “Eu gosto e admiro o trabalho dele”, completou, reforçando que tanto confia nele que tem trabalhado pela autonomia do BC.

Ontem, Campos Neto falou que os investidores esperam uma sinalização de responsabilidade fiscal do governo e disse ser necessário “um plano que indique e dê clara percepção para os investidores de que o país está preocupado com a trajetória da dívida”.

Questionado por jornalista sobre a fala do presidente do BC, Guedes rebateu e disse que Campos Neto sabe qual é o plano do governo. E se Campos Neto tem um plano melhor, é preciso perguntar a ele, completou Guedes.

"Pergunta para ele qual o plano dele para recuperar a credibilidade. O plano nós já sabemos qual é, nós já temos. O nosso plano é transformar a economia brasileira numa economia de mercado", disse o ministro.

Guedes é insubstituível

Em cerimônia no Palácio do Planalto nesta quinta-feira (26), o presidente Jair Bolsonaro celebrou os dados positivos do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) para o mês passado divulgados pelo Ministério da Economia.

“Desde julho, julho, agosto, setembro, tivemos superávit, saldo positivo no Caged. Tivemos mais emprego do que desemprego. E agora, levando-se em conta outubro, que é o antepenúltimo mês para findar o ano, o Caged nos deu um superávit de 400 mil novos empregos de carteira assinada”, disse o presidente.

Segundo o Caged, a economia brasileira gerou 394.989 empregos com carteira assinada em outubro. É o maior número para um mês de outubro na série histórica iniciada em 1992, de acordo com o Ministério da Economia.

O presidente também disse que Paulo Guedes é "insubstituível", deixando claro que não pensa em fazer troca na liderança do ministério da Economia.

"Pode ficar tranquilo, Pedro Guimarães [presidente da Caixa], que nosso 'Posto Ipiranga' é insubstituível. Não falarei de economia", afirmou Bolsonaro na cerimônia.

O apelido "Posto Ipiranga" foi dado por Bolsonaro a Guedes ainda na campanha, quando o então candidato à presidência dizia não entender nada de economia.

Relacionados:

► Falência e recuperação judicial: novas regras podem ajudar empresas a manter portas abertas► Brasil poderá terminar o ano com zero perda de empregos formais, diz Guedes

Leia mais: