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Mourão diz a parlamentares europeus que conselho quer melhorar relações na Amazônia

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Mourão diz a parlamentares europeus que conselho quer melhorar relações na Amazônia Romério Cunha/VPR
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Em carta aberta a parlamentares europeus nesta sexta-feira (27), o vice-presidente Hamilton Mourão afirmou que o Conselho Nacional da Amazônia está considerando adotar medidas para melhorar o quadro institucional para o trabalho entre agências do governo, o setor privado e a sociedade civil na Amazônia.

"Nossa visão é que todas as partes se beneficiarão de uma estrutura institucional mais coordenada e organizada para interação com o governo brasileiro. Nosso objetivo é alcançar maior eficiência e transparência no diálogo entre o governo e as partes interessadas locais, e não há intenção de limitar ou restringir a liberdade da sociedade civil e dos atores privados que estão legalmente trabalhando na Amazônia", disse Mourão, em carta em inglês com tradução livre.

Ontem, parlamentares europeus mostraram preocupação com os planos do governo de interferir na ação de organizações não-governamentais na Amazônia. Em resposta nesta sexta, o vice-presidente exaltou a oportunidade do diálogo e rebateu essa preocupação dos europeus.

"A proposta de controlar as ONGs não corresponde ao nosso pensamento, nem às atividades realizadas pelo Conselho da Amazônia. Essas preocupações são infundadas", afirmou.

China

Pela manhã, Mourão disse que a Embaixada da China no Brasil agiu "diplomaticamente errado" ao usar as redes sociais para repudiar uma postagem do deputado Eduardo Bolsonaro.

Na segunda-feira (23), o filho do presidente Jair Bolsonaro publicou que o governo brasileiro apoia a “aliança global para um 5G seguro, sem espionagem da China”. O deputado apagou a postagem na terça, mesmo dia em que a embaixada postou nota de repudiando às declarações.

Os chineses ressaltaram que as afirmações de Eduardo Bolsonaro são “infundadas” e “solapam” a relação entre os dois países.

"É a segunda vez que o embaixador chinês reage dessa forma. Dentro das convenções da diplomacia, o camarada se sentindo incomodado com qualquer coisa que tenha ocorrido no país, ou ele escreve uma carta para o ministro de Relações Exteriores ou ele vai ao Itamaraty e apresenta suas ponderações. E não via rede social, porque aí vira um carnaval esse negócio", pontuou Mourão.

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