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Vendas de Natal devem gerar R$ 38 bilhões na economia, informa CNDL/Offer Wise

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Vendas de Natal devem gerar R$ 38 bilhões na economia, informa CNDL/Offer Wise Rovena Rosa/Agência Brasil
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A crise econômica e o desemprego ocasionados pela pandemia do novo coronavírus trarão impactos nas compras de Natal no Brasil. Apesar da reabertura do comércio e a retomada gradual das atividades, a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e a Offer Wise Pesquisas informam que 54% dos consumidores devem presentear alguém neste ano, com valor médio de R$ 109. O número representa uma queda de 22 pontos percentuais em relação ao último ano, em que a intenção de compra era de quase 77%.

A CNDL faz uma estimativa que cerca de 90 milhões de pessoas devam ir às compras na data comemorativa, movimentando cerca de R$ 38,8 bilhões no setor de comércio e serviços. Contudo, o montante representa uma redução significativa em relação a 2019, quando se esperava que fossem movimentados aproximadamente R$ 60 bilhões. Apesar da queda, a cifra ainda é bastante expressiva, especialmente em um ano repleto de adversidades em diversos segmentos da economia.

Na avaliação do presidente da CNDL, José César da Costa, a sociedade brasileira ainda está diante de um cenário de grandes dificuldades e desafios e a população está insegura em relação aos próximos meses, principalmente com o fim do auxílio emergencial.

“O clima de insegurança diante da pandemia ainda é uma realidade mundial. A alta do desemprego e o fim do auxílio emergencial nos próximos meses contribuem para esse cenário. Ainda assim, a data continua sendo a principal época de compras dos brasileiros e trará uma importante movimentação para o setor, que conta com as vendas do Natal para a retomada econômica”, afirma Costa.

Lojas de departamento superam shopping centers

A pandemia mudou nossos hábitos de consumo e nos fez depender ainda mais do e-commerce. No ano, o faturamento das vendas online cresceu 56,8%, chegando a quase R$ 42 bilhões. Mais de 135 mil novos estabelecimentos aderiram à venda pela internet nos últimos nove meses e pelo menos 14% dos usuários fez uma compra virtual pela primeira vez, conforme já abordamos aqui.

Segundo a CNDL, o local preferido para realizar as compras de Natal será justamente a internet/lojas online (47%). Em seguida aparecem as lojas de departamento (40%), o shopping center (34%) e as lojas de rua (26%).

“A pandemia levou os consumidores a explorarem novas formas de compra. Isto reforça a necessidade dos lojistas buscarem recursos de aproximação com os consumidores para atendê-los de forma virtual. Mesmo o pequeno varejista, que não possui um site de e-commerce, pode utilizar o Whatsapp e as redes sociais para impulsionar suas vendas”, afirma o presidente da CNDL.

O levantamento apontou que os canais da internet preferidos são os sites (78%), principalmente os de lojas varejistas nacionais (75%), os de compra e venda de produtos novos ou usados (42%) e os internacionais (31%). Além dos sites, os entrevistados citaram os aplicativos (63%), Instagram (19%), Whatsapp (18%) e Facebook (14%).

De acordo com a pesquisa, os fatores que mais influenciam na escolha do local de compra são o preço (53%), as ofertas e promoções (39%), o valor do frete (24%), a diversidade de produtos (22%) e o atendimento (22%). Já na hora de escolher o presente, os entrevistados vão levar em conta a qualidade do produto (24%), o perfil do presenteado (18%) e as promoções e descontos (18%).

Para Costa, o varejista precisa se preparar para as vendas de Natal e se adaptar rapidamente as novas tecnologias para não ter prejuízos.

“Sabemos o quanto é importante para o consumidor ter uma boa experiência de compra, por isso o lojista deve estar atento e se preparar oferecendo comodidade, promoções, frete grátis e um bom atendimento ao cliente, tanto nas vendas presenciais, quanto pela internet. O Natal é a principal data comemorativa do ano e o setor deve aproveitar esse momento”, destaca Costa.

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