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Comércio recua e atividades de serviços aumentam participação no PIB

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Comércio recua e atividades de serviços aumentam participação no PIB Pexels
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A Divisão Econômica da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), comemorando os 75 anos da entidade, divulgou nesta quarta-feira (02) um estudo sobre o desempenho das atividades no Produto Interno Bruto (PIB). De acordo com os dados, a participação de serviços no PIB passou de 55,7% em 1947 para 74% neste ano. Já o comércio sofreu retração, passando de 16,3% para 13,7%.

O estudo aponta para uma mudança estrutural que ocorreu nas últimas décadas na economia brasileira e no mundo, especialmente na inserção do setor terciário. Entre 1945 e 1960, comércio e serviço triplicaram de tamanho pela evolução da renda e do consumo, movimento que foi revertido em seguida e encolheu até a década de 80 em decorrência do cenário de déficit fiscal. No período posterior, o setor de serviços cresceu a uma taxa três vezes superior à do comércio.

"Enquanto o comércio de bens revelou estrangulamento do consumo interno, os serviços se constituíram em alternativas para o ambiente de negócios, expondo por onde a economia brasileira iria passar a crescer com mais intensidade", afirmou Antonio Everton Chaves, economista responsável pelo estudo.

De acordo com o economista, o crescimento dos serviços no Brasil seguiu uma tendência global que contou com o desenvolvimento tecnológico e de sofisticação de setores financeiro, de saúde, e de comunicação.

“Sem considerar as estimativas para 2020, o comércio acumulou 11,9% de alta entre 2010 e 2019. Tal resultado significa crescimento médio anual pífio de 1,1%, comparável apenas com os números médios da Década Perdida de 1980. Portanto, não está errado afirmar que os anos 2010 se constituíram também em nova década perdida”, pontuou ao avaliar a situação brasileira.

O momento atual, que colocou uma nova situação global com a crise causada pelo coronavírus, fez com que essas mudanças se intensificassem ainda mais.

“As transformações foram aceleradas nas duas últimas décadas, e desde abril, com a pandemia, estamos vivenciando uma mudança radical. O comércio físico vem perdendo lugar para o e-commerce, lojas virtuais e marketplaces, enquanto os serviços agregados à nova economia têm crescido muito rápido”, disse.

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