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Setor empresarial defende agenda de acordos entre Brasil e EUA

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Setor empresarial defende agenda de acordos entre Brasil e EUA U.S. Department of State/Flickr
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Em reunião plenária virtual do Conselho Brasil-Estados Unidos (CEBEU), representantes dos setores empresariais brasileiro e americano defenderam nesta quarta-feira (2) que Brasil e Estados Unidos avancem numa agenda ambiciosa de acordos que permita o livre comércio entre suas economias.

Presente no evento, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, afirmou que os países alcançaram resultados concretos na relação bilateral ao longo de 2020. Ele reiterou o compromisso do governo brasileiro em buscar e aprofundar a parceria com o governo americano.

"Já fizemos muito e ainda faremos mais. Reitero o compromisso do governo brasileiro em buscar e aprofundar a parceria com os Estados Unidos, país com o qual compartilhamos princípios centrais não só para a prosperidade, mas também para a dignidade humana", disse o ministro.

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, destacou como muito positivo a assinatura, em outubro, dos acordos de facilitação de comércio e de boas práticas regulatórias entre as duas nações. Segundo ele, o Brasil precisa avançar na agenda redução do Custo Brasil, sobretudo com a aprovação das reformas tributária e administrativa.

“Os avanços alcançados até aqui são substanciais e merecem nosso reconhecimento. Entretanto, a CNI defende uma agenda ambiciosa com os Estados Unidos em razão da grande importância do fluxo de comércio e investimento para as economias dos dois países. Nossa prosperidade depende de um compromisso mútuo para avançar em ações relevantes. Precisamos buscar um acordo bilateral de livre comércio e um tratado que evite a dupla tributação”, ressaltou o presidente da CNI.

Já o vice-presidente executivo e chefe de assuntos internacionais da U.S. Chamber, Myron Brilliant, disse esperar que os acordos assinados entre Brasil e Estados Unidos este ano sirvam de base para um conjunto maior de compromissos entre os dois países. Ele ressaltou a possibilidade de se triplicar o volume de comércio bilateral ao longo da próxima década.

“Tenho certeza que há muitas oportunidades de trabalho entre os governos Joe Biden e Jair Bolsonaro. Reconhecemos uma aliança estratégica entre Brasil e Estados Unidos que merece investimentos em várias áreas”, afirmou.

Os Estados Unidos figuram como principal mercado estratégico para a indústria brasileira, de acordo com o Índice de Mercados Estratégicos (IME), que considera o fluxo de comércio e investimentos com os países. Para 2021, o setor privado tem grande expectativa para o início das negociações dos acordos para evitar a dupla tributação e de investimentos.

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