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IGP-DI desacelera, mas alta dos insumos segue pressionando inflação

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IGP-DI desacelera, mas alta dos insumos segue pressionando inflação Pixabay
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O FGV divulgou hoje que o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) acumula alta de 22,16% no ano e de 24,28% em 12 meses. Em novembro, o percentual foi de 2,64%. Para fins de comparação, no mesmo período de 2019, o índice acumulava 5,38% nos 12 meses anteriores. O índice registra, entre outros valores, a variação no preço das matérias-primas agrícolas e industriais e as seguidas altas apontam uma forte pressão inflacionária.

Entre as causas das altas nos preços dos insumos estão a desvalorização do real, que aumenta o preço dos itens importados e torna mais atrativas as exportações, desabastecendo o mercado interno, além do reaquecimento da demanda após o fim da paralisação de diversas cadeias produtivas por causa da pandemia.

Ainda segundo o levantamento, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) variou 3,31%, desacelerando em relação aos 4,86% observados em outubro e o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,94% no último mês. A diferença entre esses dois índices diz que a alta observada pelos produtores ainda não foi repassada aos consumidores finais. No último mês, alguns itens tiveram forte desaceleração.

“Matérias-primas brutas (soja de 15,82% para 6,49%), bens intermediários (farelo de soja de 20,12% para 13,22%) e bens finais (combustíveis para o consumo de 3,39% para -2,43%) contribuíram para a desaceleração do IPA e, por consequência, do IGP”, afirma André Braz, Coordenador dos Índices de Preços.

Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) variou 1,28%, ante 1,73% registrado no mês anterior.

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