clique para ir para a página principal

Sony vende fábrica de Manaus para Mondial e deixará Brasil em 2021

Atualizado em -

Sony vende fábrica de Manaus para Mondial e deixará Brasil em 2021 Toru Hanai/Reuters
► Intelbras registra pedido para realizar oferta inicial de ações (IPO)► IGP-DI desacelera, mas alta dos insumos segue pressionando inflação

A empresa Mondial, marca brasileira de eletrodomésticos portáteis, anunciou neste domingo (06) que comprou a fábrica da Sony, na Zona Franca de Manaus, e entrará nos segmentos de ar-condicionado, televisão e micro-ondas. A mudança está prevista para 2021, com a contração de novos 420 funcionários. O valor total do investimento não foi revelado.

Com a compra, a fabricante baiana de eletroportáteis assume todas as estruturas produtivas, laboratórios de análise, salas de testes, linhas de montagens, armazenamento, fabricação de moldes e toda a capacidade instalada pela antiga proprietária japonesa.

“Já estávamos estudando a ampliação da fábrica em Manaus só com a linha atual nossa, que é a caixa de som, DVD e eletrônicos mais leves. Com a compra da fábrica da Sony, vamos dobrar a produção da linha atual”, disse Giovanni Cardoso, fundador da empresa.

A Sony anunciou o fim das atividades em Manaus em setembro deste ano, após quase cinco décadas. A empresa informa que a saída do país se deve ao "recente ambiente do mercado" e que visa fortalecer a estrutura e a sustentabilidade de seus negócios para ter uma resposta mais rápida às mudanças no ambiente externo.

Intelbras

A Intelbras, empresa brasileira que desenvolve soluções tecnológicas em segurança eletrônica, controles de acesso, redes, comunicação, energia e energia solar, protocolou pedido de oferta inicial de ações (IPO) na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no fim de novembro.

A companhia fundada em 1976 pretende usar os recursos da oferta primária para expandir sua capacidade produtiva, expansão do serviço de locação de produtos, expansão de canais internos verticais e de varejo e crescimento da capacidade de produção de fábricas em Manaus, Minas Gerais e Santa Catarina.

Os coordenadores da oferta são o BTG Pactual, o Itaú BBA, o Santander e o Citigroup.

De janeiro a setembro deste ano, a receita operacional líquida da Intelbras foi de R$1,46 bilhão, aumento de 20,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. O lucro líquido foi de R$121,2 milhões no período, que representa alta de 2,6% em relação à mesma etapa de 2019.

Relacionados:

► Intelbras registra pedido para realizar oferta inicial de ações (IPO)► IGP-DI desacelera, mas alta dos insumos segue pressionando inflação

Leia mais: