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Presidente da Pfizer Brasil diz que governo pode comprar vacina contra a Covid-19 nesta semana

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Presidente da Pfizer Brasil diz que governo pode comprar vacina contra a Covid-19 nesta semana Dado Ruvic/Reuters
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Em audiência pública na Câmara dos Deputados nesta terça-feira (8), o presidente da Pfizer no Brasil, Carlos Murillo, afirmou que deverá ser assinado nesta semana o termo de intenção de compra pelo governo da vacina fabricada pela empresa e pela Biontech contra o novo coronavírus. Segundo ele, a farmacêutica será capaz de entregar, no primeiro trimestre de 2021, uma quantidade de vacinas suficiente para imunizar dois milhões de brasileiros.

"O concreto da oferta da Pfizer é 70 milhões com um quantitativo que vai começando quando sair o registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que deve ser em janeiro, e vamos aumentando esse quantitativo a medida que transcorre o ano. Quanto mais demorarmos em assinar o contrato, menos segurança em termos essas doses lá na frente. Alguns países assinaram um tempo atrás e, por isso, já estão começando a vacinar. No Brasil estamos perto, vamos conseguir, mas não assinamos, o que cria obviamente uma limitação de segurança sobre a disponibilidade das doses", afirmou Murillo.

Murillo afirmou ainda que a empresa está adaptando sua documentação para dar entrada ao pedido de uso emergencial na Anvisa. A farmacêutica havia enviado resultados à reguladora no final de novembro, mas, na semana passada, a agência mudou suas regras, abrindo brecha para registro de uso emergencial, o que aceleraria a análise.

Mais cedo, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse que a quantidade de doses da vacina da Pfizer prevista para os seis primeiros meses era de 8,5 milhões, suficiente para vacinar 4 milhões de brasileiros.

Ele também estimou um prazo de 60 dias para obtenção de registro de qualquer vacina pela Anvisa, mas governadores afirmaram que caso haja algum imunizante aprovado em agências do exterior e o órgão brasileiro não se manifeste em 72 horas, a vacina estará automaticamente aprovada e poderá ser usada. A possibilidade prevista em lei, no entanto, perde a validade no fim deste ano, quando termina o estado de calamidade decretado em lei.

CoronaVac

Ontem (7), o Governo de São Paulo anunciou que a vacinação de combate ao novo coronavírus começará no dia 25 de janeiro. A CoronaVac, desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac, será aplicada de forma gratuita inicialmente em profissionais de saúde, pessoas com mais de 60 anos, indígenas e quilombolas, totalizando mais de 9 milhões de pessoas, que deverão receber duas doses cada. Contudo, a eficácia do imunizante precisa ser comprovada antes de ser liberada pela Anvisa.

“A vacina será gratuita para todos no sistema público de saúde do estado de São Paulo”, afirmou o Governador. “Não estamos virando as costas para o Plano Nacional de Imunizações, mas precisamos ser mais ágeis e, por isso, estamos nos antecipando. Somos todos a favor da vida e de todas as vacinas”, acrescentou Doria.

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