clique para ir para a página principal

CNC revisa para cima projeção para o varejo em 2020 e prevê aceleração em 2021

Atualizado em -

CNC revisa para cima projeção para o varejo em 2020 e prevê aceleração em 2021 Pixabay
► Mercados operam em queda após aprovação de projeto nos EUA para evitar 'shutdown'► Vendas no varejo registram alta de 0,9% no mês de outubro

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) informou nesta quinta-feira (10) que revisou de 1,9% para 2,3% a previsão para a variação do volume de vendas no comércio varejista, em 2020. A perspectiva de maior crescimento da economia no próximo ano, em um ambiente de juros ainda baixos para o padrão histórico do país, leva a entidade a projetar avanço de 4,2% em 2021.

O volume de vendas no comércio varejista brasileiro avançou 0,9% no mês de outubro, de acordo com o anúncio feito hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No conceito ampliado, que considera os volumes de vendas no comércio automotivo e nas lojas de materiais de construção, o aumento foi mais expressivo (2,1%) ante setembro. Para saber mais sobre o índice divulgado pelo IBGE, clique aqui.

“Acreditamos que o pior para o comércio já ficou para trás. Os dados do IBGE trazem motivos para mantermos o otimismo, mas o setor ainda terá muitos desafios pela frente. É importante lembrar que o varejo foi um dos segmentos da economia que mais sofreram com a pandemia. A recuperação agora vai depender, sobretudo, da disponibilidade de vacina para a população e de uma continuidade na expansão da demanda, com recuperação dos empregos”, avalia o presidente da CNC, José Roberto Tadros.

Segundo o economista da CNC, Fábio Bentes, os programas adotados pelo governo, em especial o auxílio emergencial, tem ajudado na recomposição da massa de rendimentos, viabilizando a recuperação da capacidade de consumo da população, influenciada pelo ainda delicado quadro do mercado de trabalho.

“A tendência é que, nos últimos dois meses de 2020 e pelo menos no início de 2021, as taxas mensais de crescimento sejam menores do que aquelas registradas até agosto. Primeiramente, por conta da redução do valor do auxílio emergencial a partir de setembro e também pelas incertezas que rondam o setor diante do agravamento recente dos números da COVID-19”, observa Bentes.

Relacionados:

► Mercados operam em queda após aprovação de projeto nos EUA para evitar 'shutdown'► Vendas no varejo registram alta de 0,9% no mês de outubro

Leia mais: