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"China não é transparente na autorização de uso emergencial de vacinas", informa Anvisa

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"China não é transparente na autorização de uso emergencial de vacinas", informa Anvisa NG Han Guan AP
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou nesta segunda-feira (14) que as autoridades sanitárias da China "não são transparentes quanto aos critérios usados para a autorização para o uso emergencial de vacinas contra o novo coronavírus".

“O Brasil é o líder internacional no processo de avaliação da CoronaVac. Tal vacina já se encontra com Autorização de Uso Emergencial (AUE) na China desde junho do presente ano. Os critérios chineses para concessão de autorização de uso emergencial na China não são transparentes e não há informações disponíveis sobre os critérios atualmente empregados pelos órgãos chineses para essa tomada de decisão”, noticiou a agência.

Ao anunciar o adiamento pela segunda vez da divulgação dos dados de eficácia da CoronaVac, o presidente do Butantan, Dimas Covas, disse hoje que o instituto apresentará os resultados definitivos da Fase 3 do ensaio clínico e não mais uma primeira leitura preliminar da eficácia. Com isso, o pedido aos órgãos reguladores, que será feito simultaneamente no Brasil e na China, será para o registro definitivo do imunizante e não para seu uso emergencial.

Em coletiva de imprensa nesta tarde, o governador de São Paulo, João Doria, afirmou que espera manter o cronograma de início da vacinação em São Paulo contra a Covid-19, previsto para o dia 25 de janeiro.

"Optar por registrar a vacina com estudo conclusivo garantirá agilidade no pedido. Esperamos obter o registro até o final do ano e iniciar a vacinação em 25 de janeiro, com autorização da Anvisa ou de órgão similar (de outro país)", disse o governador.

Vacinação no Brasil

O governo deve informar as datas de cada etapa do plano de vacinação contra a Covid-19 no país até terça-feira, dia 15 de dezembro, conforme determinou o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), neste domingo (13).

O ministro deu 48 horas para que o Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, informe as datas de cada etapa do plano de vacinação. Lewandowski também requereu que a Advocacia-Geral da União (AGU) seja intimada sobre o pedido.

“Intime-se o senhor ministro de Estado da Saúde para que esclareça, em 48 horas, qual a previsão de início e de término do Plano Nacional de Operacionalização a Vacinação contra a covid-19, inclusive de suas distintas fases”, escreveu o ministro.

Na sexta (11), o governo entregou o plano de vacinação ao STF. O documento de 93 páginas foi tornado público no sábado (12) e prevê a disponibilização de 108,3 milhões de doses para mais de 51 milhões de pessoas de grupos prioritários, divididos em quatro fases. De acordo com o documento, o Brasil já "garantiu" 300 milhões de doses de vacinas por meio de três acordos: Fiocruz/Astrazeneca, Covax Facility e Pfizer.

Embora esteja estruturado em fases, o documento não define datas para que cada etapa aconteça. O Ministério da Saúde informou que se manifestará nos autos do processo no STF, no prazo estabelecido, quando a notificação chegar.

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