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Entenda como funcionam os CRIs e CRAs e se são para o seu perfil de investidor

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Entenda como funcionam os CRIs e CRAs e se são para o seu perfil de investidor Thinkstock/Kid Junior
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Com a Selic baixa, muitos investidores procuram alternativas para garantir um bom retorno do seu capital. Mesmo neste cenário atual, a renda fixa ainda oferece opções para quem deseja títulos rentáveis. Por isso, é importante conhecer os produtos disponíveis nessa categoria, como os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e Certificados de Recebíveis do Agronegócios (CRAs).

Em sua origem esse tipo de investimento era voltado só para investidores qualificados (no caso destes investimentos, com CRI e CRA a partir de R$ 300 mil), mas, hoje em dia, já existem alguns por valores bem mais populares.

Os Certificados de Recebíveis são títulos de renda fixa. Ao adquirir um destes investimentos, você está contribuindo para um montante de créditos que é concedido para financiar projetos imobiliários, no caso do CRI, ou projetos do agronegócio, no caso do CRA. Como retorno, você recebe o valor que emprestou com juros e correção monetária em um prazo determinado no momento da compra.

Um exemplo: uma empreiteira deseja construir um prédio e, para isso, decide vender suas unidades. Os compradores financiam esses apartamentos ainda na planta. Isso significa que a empresa vai receber o pagamento total dos futuros proprietários ao longo dos anos, porém ela precisa desse dinheiro agora para começar a construção. Ela então vai atrás de uma companhia securitizadora que transforma essas vendas a prazo em títulos que são negociáveis no mercado. Este é o CRI. A mesma lógica vale para o CRA, que pode ser utilizado para renovação de maquinário de campo, por exemplo.

As companhias securitizadoras convertem dívidas (duplicatas, notas promissórias, cheques) em um título negociável e com lastro, ou seja, uma garantia (imóveis, maquinário, terrenos, etc) de valor equivalente ao título. Na prática, essas empresas fazem o intermédio com quem for emprestar dinheiro para empresas do setor imobiliário e do agronegócio, para que elas desenvolvam suas atividades e, em troca, os investidores recebam o valor com juros após um período estipulado no momento da aplicação

Rentabilidade

A rentabilidade deste investimento pode ser prefixada, pós-fixada ou híbrida.

Na prefixada você já sabe quanto vai receber no fim do prazo estipulado com uma taxa de juros já definida no momento da compra. Já na pós-fixada, você tem uma estimativa do que vai ganhar, porém o resultado é influenciado por oscilações do mercado com o resultado sendo atrelado a um indicador.

A versão híbrida combina as duas modalidades, com parte do rendimento podendo ser atrelado a uma taxa prefixada e a outra parte dependendo das oscilações de índices econômicos, como o CDI e o IPCA.

Uma característica importante é que os vencimentos costumam ser longos, podendo ser de 3 anos ou até mais de 10 anos, ou seja, possuem baixa liquidez. Isto acontece porque os empreendimentos geralmente são de longo prazo, como a construção de prédios.

Como investir em CRI e CRA? É um investimento seguro?

O procedimento para investir nos Certificados de Crédito é o mesmo de investir em títulos de renda fixa. Primeiramente você deve ter conta em uma corretora de valores e analisar os CRIs e CRAs disponíveis de acordo com aqueles que mais encaixam no seu perfil através do prospecto. Depois dessa pesquisa basta solicitar uma reserva, informando quantos papéis você deseja adquirir.

Não existe um valor mínimo aplicado aos investimentos em CRI. Embora boa parte das emissões sejam de títulos que variam de R$ 5 mil a R$ 20 mil, há ainda alternativas mais acessíveis. Com apenas R$ 1 mil, por exemplo, já é possível investir em um CRI.

Diferente de boa parte dos investimentos de renda fixa, esses não possuem proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Ou seja, o resgate depende da capacidade de pagamento da empresa que tomou este financiamento, no nosso exemplo anterior seria a construtora.

Portanto, é importante verificar o nível de risco dos papéis e comparar os prazos e a rentabilidade oferecidas por cada certificado com outros investimentos de risco semelhante.

Apesar de serem livres de IR e Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para pessoas físicas, os CRIs e CRAs normalmente possuem (taxa de administração)[matéria sobre taxas] cobrada pela corretora.

Letra de Crédito x Certificado de Crédito

Apesar de terem semelhanças com LCIs e LCAs, os CRIs e CRAs funcionam de forma diferente.

A primeira diferença é que LCIs e LCAs são emitidas e distribuídas por bancos e corretoras de valores, diferentemente do que vimos anteriormente para os Certificados de Crédito. Além disso, elas não são isentas de IOF caso o resgate aconteça antes do título completar 30 dias.

Os riscos associados à Letra de Crédito são relacionados ao risco geral da própria instituição financeira que a emitiu. Já nos Certificados de Crédito, o risco é associado às operações incluídas no certificado, como tratado acima.

Ademais, LCI e LCA são cobertos pelo FGC, enquanto os CRIs e CRAs não são.

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