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Instituição ligada ao Senado estima que pandemia irá obrigar governo a gastar mais em 2021

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Instituição ligada ao Senado estima que pandemia irá obrigar governo a gastar mais em 2021 Freepik
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A Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão ligado ao Senado Federal, divulgou nesta segunda-feira 14), através de relatório mensal, que o agravamento da pandemia provocada pelo novo coronavírus pode obrigar o governo federal a gastar mais em 2021.

"Em países europeus e nos Estados Unidos, os efeitos de uma segunda onda da pandemia já estão presentes, obrigando governos a adotar novas medidas de isolamento social e de restrição à circulação de pessoas. Uma situação como essa pode ocorrer no Brasil, o que requereria maiores gastos do governo por um período maior", destacou.

O órgão noticiou que o crescente número de casos de Covid-19 nos últimos meses "acende um sinal de alerta", diante das incertezas e da falta de um plano para a imunização de toda a população brasileira em 2021.

"Assim, uma eventual interrupção da retomada da economia, com manutenção da taxa de desemprego em níveis relativamente elevados, poderia aumentar as pressões para que o governo retomasse o pagamento do auxílio emergencial a pessoas em situação de vulnerabilidade", avaliou.

Diante da limitação dos gastos não obrigatórios, analistas de mercado têm questionado a capacidade de o governo manter o teto de gastos nos próximos anos. A IFI considera que o teto "tem risco alto de ser rompido" nos próximos anos.

"Incertezas aumentam desafios ao governo e podem tornar cenário de custo médio da dívida instável (…) A preocupação dos agentes com a sustentabilidade das contas públicas no longo prazo, medida por meio da inclinação das curvas de juros futuros (o que faz aumentar a diferença entre os juros de curto e de longo prazo), implicará em maior desafio ao governo na gestão da dívida pública", concluiu.

Auxílio Emergencial

Um outro ponto analisado pelo IFI foi a questão do Auxílio Emergencial, que deve ficar abaixo da previsão orçamentária de R$ 321 bilhões deste ano por conta de "regras mais restritivas que passaram a vigorar em setembro".

"Em particular, o valor do auxílio residual que começou a ser pago em setembro é metade do anterior (R$ 300,00 contra R$ 600,00, ou R$ 600 contra R$ 1.200,00, no caso de mães solteiras). Além disso, o número de beneficiários, que antes chegou a quase 68 milhões, hoje está próximo de 56 milhões", informou.

O instituto estimou que o gasto com o Auxílio Emergencial pelo governo federal fique em torno dos R$ 293 bilhões.

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