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Novos investidores da B3 são jovens que começam com valores menores e visão de longo prazo

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Novos investidores da B3 são jovens que começam com valores menores e visão de  longo prazo Pexels
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A B3 divulgou nesta segunda-feira (14) estudo sobre os 2 milhões de investidores que entraram na bolsa entre abril de 2019 e abril 2020. Em outubro deste ano, o número de contas na B3 ultrapassou a marca de 3,2 milhões. O estudo buscou compreender a jornada e o comportamento dessas pessoas em sua primeira experiência com o mercado de renda variável, tendo chegado à B3 por diferentes razões e caminhos.

Entre esses novos investidores, 74% são homens, 62% trabalham em tempo integral, 56% têm renda média de até R$ 5000 por mês, 60% não têm filhos, 51% vivem no Sudeste, e a média de idade é de 32 anos.

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Fonte: B3

A pesquisa identificou três perfis de investidores, avesso a riscos (18%), realizador (39%) e ousado (39%). Foi notado que as pessoas estavam mais propensas à diversificação: em 2019, 53% responderam que pretendiam diversificar seus investimentos, o que demonstrava a disposição à tomada de risco, já em 2020, 78% se posicionaram nos perfis realizador e ousado, com apenas 18% se mostrando avesso a riscos, o que confirmou a tendência.

Nos últimos três anos, o número de mulheres investindo na bolsa saltou de 179.392 para 809.533. A participação feminina em relação ao total de investidores foi de 22,06% para 25,47% no período.

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Fonte: B3

Nos últimos dois anos, o valor do primeiro investimento das pessoas físicas caiu 58%, saindo de R$ 1.916, em outubro de 2018, para R$ 660, em outubro de 2020. Os investidores mais jovens estão entrando na bolsa com valores ainda menores, com média de R$ 225 entre os que possuem 16 a 25 anos de idade. Mostrando que as pessoas estão entendo cada vez mais que investir não é só para quem tem muito dinheiro.

Os dados coletados em 2020 revelam que os entrevistados:

  • Pensam em investir com foco no médio e longo prazo e entendendo o risco de cada investimento;
  • Passaram a reservar parte do seu patrimônio para investimentos, pensando no futuro e entendem que, para ganhar mais, devem assumir mais riscos;
  • Buscam mais informações em diversos canais e tomam decisões sozinhos ou com base na opinião de intermediários e pessoas próximas.

Os investidores com maior patrimônio possuem uma carteira mais diversificada, porém 30% da base com saldo de até R$ 10 mil possui mais de cinco papéis em carteira. Na faixa com patrimônio entre R$ 10 mil e R$ 20 mil, a diversificação chega a 58%.

A pesquisa mostra também que o produto mais conhecido pelo investidor são ações, depois a Poupança, o Tesouro Direto e os Fundos Imobiliários. Quando olhamos onde os recursos estão alocados, ganham destaque as ações (72%), seguidas pelo Tesouro Direto (42%), Fundos Imobiliários (37%) e Poupança (38%).

A volatilidade do mercado costuma ser associado à fuga de pequenos investidores da B3, entretanto o estudo mostra pouco impacto para os novos investidores. Dentre os investidores ouvidos para o estudo da B3, 64% afirmam que resgatariam os valores investidos na bolsa apenas se precisassem do dinheiro. A queda na rentabilidade dos ativos seria o motivo para sacar o valor para apenas 28% dos entrevistados.

“Um legado importante para o investidor é que a volatilidade deixou de ser vista como algo ruim, que assusta, que bota medo. Na medida em que ele se educa e vivencia grandes oscilações, compreende que volatilidade faz parte da dinâmica do mercado e é também uma oportunidade, dependendo da estratégia de investimentos. O pensamento de médio e longo prazo já faz parte da mentalidade de boa parte dessa nova safra que começa a investir. A decisão de resgatar os investimentos fica muito mais atrelada à liquidez (‘eu preciso do dinheiro agora para alguma emergência’) do que à volatilidade (‘vou resgatar porque o mercado está em baixa’)”, afirma Felipe Paiva, diretor de Relacionamento com Clientes-Pessoa Física da B3.

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Fonte: B3

A transformação digital teve grande impacto na entrada dos novos investidores na bolsa de valores brasileira. A pesquisa mostra que 73% se informa sobre investimentos na internet, 60% através de YouTube/Influenciadores, 38% através de e-mails, alertas, notificações de bancos, 38% redes sociais de bancos ou instituições financeiras, 36% redes sociais num geral, 34% em grupos de investimentos no Whatsapp ou Telegram.

Em 2020, foi alto o interesse dos investidores em aplicar em empresas internacionais. A pesquisa mostrou também que as pessoas sabem pouco sobre tributação e as alíquotas que incidem sobre os investimentos, além disso, poucos conhecem os mecanismos de proteção, como o FGC e o MRP.

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