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Oi realiza leilão da rede móvel nesta segunda (14)

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Oi realiza leilão da rede móvel nesta segunda (14) Divulgação | OI
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A empresa de telefonia Oi (OIBR3; OIBR4) realiza nesta segunda-feira (14) o leilão da sua área móvel. A venda deve ser feita a um consórcio, composto pelas companhias Claro, Tim (TIMS3) e Vivo (VIVT3), que já fez uma proposta de compra no valor de R$ 16,5 bilhões. Caso o negócio se concretize, vai ser a maior concentração na telefonia móvel em 15 anos.

Segundo o Índice Herfindahl-Hirschman (HHI), que é um termômetro de concentração que vai de 0 a 10.000, sendo que quanto mais alto o valor, maior a concentração, se a venda da Oi Móvel para as concorrentes for realizada, o índice das telecomunicações no Brasil deve chegar a 3.300. Porém, parâmetros estabelecidos pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) evidenciam que, em caso de valor acima de 2.500, é necessário que se faça uma análise profunda na situação do setor.

Dados da consultoria internacional Omdia mostram que, com essa possível venda, a divisão da rede móvel no país ficaria em 37% para a Vivo, 32% para a Tim e 29% para Claro. Os outros 2% continuariam nas mãos de operadoras regionais.

“O mercado vai ficar nas mãos de três grupos nacionais: Vivo, TIM e Claro. Então, teremos uma concentração maior”, comentou o analista sênior da Omdia, Ari Lopes.

O analista da consultoria também falou sobre o fato de que desde 2014 as operadoras vêm perdendo clientes e de que como quase toda população já tem celular, encontrar novos clientes é uma tarefa difícil.

“Há mais de cinco anos o setor não cresce. Nesse cenário, a consolidação é quase inevitável. As empresas que não conseguiram alcançar escala são os alvos das aquisições,” afirma Lopes.

Nesse meio tempo, a companhia revelou ter alcançado a marca de 2 milhões de clientes na fibra ótica e que esse será seu principal foco no momento.

No último mês, a Oi arrecadou R$ 1,4 bilhão através do leilão dos data centers (OIBR3; OIBR4) e das torres de telefonia móvel. Essas negociações fazem parte do plano de recuperação judicial da empresa, que foi aprovado em setembro. A Highline do Brasil, do fundo norte-americano Digital Colony, comprou 637 torres pelo lance mínimo de R$ 1,06 bilhão e a Piemnot Holdings arrematou o conjunto de cinco data centers por R$ 325 milhões.

Na última sexta-feira (11), a empresa também anunciou a assinatura do contrato de venda da unidade de data center para a Titan Venture Capital e Investimentos. A companhia vai receber R$ 325 milhões, sendo R$ 250 milhões à vista e os outros R$ 75 milhões parcelados.