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Sondagens da FGV apontam queda na confiança dos empresários e dos consumidores em dezembro

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Sondagens da FGV apontam queda na confiança dos empresários e dos consumidores em dezembro Pixabay
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A prévia das Sondagens da FGV, com dados até 11 de dezembro, sinaliza recuo pelo terceiro mês consecutivo da confiança empresarial e dos consumidores em dezembro. Na comparação com o número de novembro, o Índice de Confiança Empresarial (ICE) recuaria 1,7 ponto, para 93,9 pontos, enquanto o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) cairia 4,1 pontos, para 77,6 – o menor valor desde junho.

Ainda houve piora da percepção sobre o momento atual e das perspectivas em relação aos próximos meses, tanto para empresas quanto para consumidores. O Índice de Situação Atual dos Empresários (ISA-E) recuaria 0,9 ponto, para 97,1 pontos, após sete meses consecutivos de alta e o Índice de Expectativas Empresarial (IE-E) cairia pelo terceiro mês consecutivo para 92,5 pontos. Para os consumidores, o índice que mede a percepção atual (ISA-C) recuaria para 69,3 pontos e o índice que capta as perspectivas para os próximos meses (IE-C) cairia para 84,2 pontos.

O Índice de Confiança Empresarial (ICE) consolida os índices de confiança dos quatro setores cobertos pelas Sondagens Empresariais produzidas pela FGV IBRE: Indústria, Serviços, Comércio e Construção. Neste mês, a confiança da Indústria de Transformação continuaria se destacando positivamente entre os demais setores, com alta de 1,9 ponto (a oitava alta consecutiva) e patamar de 115 pontos – o maior desde maio de 2010. A confiança da Construção, por sua vez, recuaria pela segunda vez consecutiva, agora em 1,7 ponto, para 91,6 pontos.

”Os resultados sinalizam a continuidade da tendência de queda da confiança de empresas e consumidores. As notícias promissoras no campo da imunização são ainda insuficientes, o que faz com empresários e consumidores se mantenham receosos em relação ao que os espera no início de 2021”, diz Viviane Seda Bittencourt, Coordenadora de Sondagens da FGV IBRE.

Incertezas

A prévia de dezembro do Indicador de Incertezas da Economia (IEE-Br) sinalizou queda de 5,1 pontos no mês, para 140,7 pontos. Com o resultado, o indicador estaria 3,9 pontos acima do último pico, em setembro de 2015 e 26 pontos acima de fevereiro de 2020, no período pré-pandemia.

“Após a alta da incerteza no mês anterior, o IIE-Br volta a recuar este mês sob a influência favorável de notícias sobre o sucesso de testes e o início da vacinação contra a covid-19 em outros países. O completo retorno à normalização da vida cotidiana e das atividades econômicas, no entanto, ainda estão distantes e a combinação de aumento no número de casos e de dúvidas crescentes quanto à velocidade possível de crescimento após fim dos estímulos fiscais”, afirma Anna Carolina Gouveia, economista da FGV IBRE.

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