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Agência reguladora de saúde nos EUA reconhece eficácia de 94,1% da vacina da Moderna

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Agência reguladora de saúde nos EUA reconhece eficácia de 94,1% da vacina da Moderna Pixabay
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Nesta manhã, a Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora de saúde nos EUA, publicou o resultado de uma análise detalhada da vacina experimental da Moderna contra Covid-19. O órgão americano apontou que a vacina é 94,1% eficaz, confirmando resultados anteriores divulgados pela farmacêutica.

A publicação informa ainda que, após as duas doses, a análise é de um perfil seguro. Os estudos da fase 3 de testes levaram em conta evoluções clínicas de 30 mil participantes. A agência descobriu que a injeção foi igualmente eficaz em diferentes grupos raciais e étnicos e com condições médicas subjacentes. De acordo com o relatório, foi eficaz em 86,4% das pessoas com 65 anos ou mais e 95,6% eficaz nos voluntários de 18 a 65 anos.

"Notavelmente, a agência foi capaz de revisar a eficácia da injeção em uma ampla gama de grupos raciais, étnicos e etários, e observar evidências de como a injeção funcionou bem para pessoas com condições médicas pré-existentes que as tornam mais vulneráveis ​​a casos graves de Covid-19",

A reunião decisiva do Comitê Consultivo de Vacinas e Produtos Biológicos da FDA está marcada para a próxima quianta-feira (17). A agência é a responsável por dar a palavra final sobre a liberação emergencial do fármaco nos EUA, nos mesmos moldes da autorização da vacina da Pfizer, que ocorreu na semana passada.

Tecnologia inédita

Tanto a vacina Moderna quanto a vacina Pfizer são baseadas na inédita tecnologia de RNA mensageiro (feitas com um microfragmento de material genético sintetizado em laboratório). Além disso, ambas são vacinas de duas doses, com intervalo de semanas entre as aplicações.

Na prática, a nova tecnologia da Moderna e da Pfizer/BioNTech "ensina" as células humanas a produzir uma proteína do tipo encontrado nas células do coronavírus para enganar o corpo e fazer com que ele crie uma resposta imunológica própria.

Há décadas pesquisadores perseguiam essa tecnologia em várias partes do mundo. Nunca uma vacina com base em RNA mensageiro tinha conseguido o sinal verde das agências reguladoras. No entanto, a emergência mundial de saúde imposta pelo novo coronavírus fez as vacinas da Moderna e da Pfizer/BioNTech serem desenvolvidas e aprovadas em apenas dez meses.

A eficácia comprovada da tecnologia de RNA mensageiro usada nesses fármacos marca o início de uma nova era na fabricação de imunizantes e inicia o caminho para tratamentos inovadores contra câncer, problemas cardíacos e muitas doenças infecciosas.

Valorização na bolsa

Desconhecida antes da crise, a Moderna registrou um faturamento de US$ 60 milhões em 2019, e nunca licenciou um produto. De acordo com o Goldman Sachs, a empresa deve ter receitas de US$ 13,2 bilhões em 2021 apenas com a vacina. Já o Morgan Stanley projeta faturamento entre US$ 10 bilhões e US$ 15 bilhões para 2021 e 2022.

A feito do desenvolvimento da nova vacina também seduziu investidores. No ano, a Moderna já acumula uma valorização de quase 700%, subindo o seu valor de mercado para US$ 62 bilhões.

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