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Bancos reduzem agências físicas e empregos no caminho para a digitalização

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Bancos reduzem agências físicas e empregos no caminho para a digitalização Santander | Divulgação
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Os bancos brasileiros estão fechando agências físicas no ritmo mais rápido em três anos, segundo levantamento da agência Bloomberg realizado a partir de dados do Banco Central. Nos 12 meses até novembro, foram fechadas 1.144 agências no país – 78% a mais que nos 12 meses anteriores.

Entre as causas, estão as medidas de restrição de circulação impostas pela Covid-19, que forçaram os clientes a usarem os serviços pela internet ou telefone, e a competição com as fintechs que já vinha forçando a digitalização dos bancos tradicionais. E, segundo os executivos do setor, esse processo só deve se intensificar.

”A gente já vinha notando um aumento no uso de canais digitais, mas, na pandemia, mesmo quem não queria teve de usá-los e aparentemente está gostando. Agora que as agências estão abertas novamente, não temos visto os clientes voltando pra lá”, disse à Bloomberg Renato Lulia Jacob, diretor de relações com investidores do Itáu (ITUB4).

Entre os cinco maiores bancos do país, o Bradesco (BBDC4) foi o que fechou mais agências (772), seguido pelo Itaú (203).

Ainda de acordo com o levantamento da Bloomberg, o fechamento das lojas físicas vem acompanhado do corte de empregos. Nos últimos 12 anos até setembro, os bancos cortaram 26% na comparação com a média de 2013 a 2019. Os bancos eliminaram mais de 72.500 empregos de 2013 a setembro deste ano, segundo o sindicato dos bancários.

O Santander (SANB11) lidera a lista de cortes, com 4.335 menos empregos, de acordo com o seu balanço. Entre os cinco maiores bancos, apenas o Itaú teve aumento no quadro de funcionários com 2.000 novas vagas, todas na área de tecnologia.

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