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BC dobra projeção de inflação para 2020, mas melhora previsão para o PIB

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BC dobra projeção de inflação para 2020, mas melhora previsão para o PIB Marcello Casal Jr. | Agência Brasil
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O Relatório Trimestral de Inflação (RTI), divulgado hoje pelo Banco Central, dobrou de 2,1% para 4,3% a projeção de inflação para 2020. A revisão foi motivada em boa parte por uma “surpresa inflacionária” nos preços dos alimentos, bem industriais e combustíveis.

A previsão está acima do centro da meta da inflação - que é de 4% -, mas ainda dentro da margem de tolerância, que é de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. O BC também revisou para cima as projeções para os próximos anos: de 2,9% e 3,3% em 2021 e 2022, para 3,4% nos dois anos.

Ao avaliar o nível de preços no Brasil, o BC reafirmou que “diversas medidas de inflação subjacente apresentam-se em níveis compatíveis com o cumprimento da meta para a inflação no horizonte relevante para a política monetária”.

A instituição repetiu que os choques inflacionários atuais são temporários, embora a projeção para dezembro ainda seja elevada. “Apesar da pressão inflacionária mais forte no curto prazo, o Comitê mantém o diagnóstico de que os choques atuais são temporários, mas segue monitorando sua evolução com atenção, em particular as medidas de inflação subjacente”, diz o relatório.

PIB e ambiente externo

O Banco Central também atualizou sua projeção para o PIB em 2020. A expectativa para a economia passou de uma retração de 5,0% para uma queda de 4.4%.

Na separação das projeções por componentes, o documento alterou de 1,3% para 2,3% a projeção para a agropecuária. A indústria passou de uma expectativa de -4,7% para -3,6% e, para o setor de serviços, de -5,2% para -4,8%.

No cálculo da demanda, o BC mudou a estimativa do consumo das famílias de -4,6% para -3,6%. Já o consumo foi reavaliado de -4,2% para -4,8%.

Segundo o Banco Central, os indicadores sugerem uma recuperação desigual entre os setores econômicos com incerteza “acima do usual” sobre o ritmo de crescimento econômico.

Sobre o ambiente externo, o Banco Central ressaltou que, “no exterior, a ressurgência da pandemia em algumas das principais economias tem revertido os ganhos na mobilidade e deverá afetar a atividade econômica”.

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