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Ipea prevê alta de 4% no PIB de 2021, mas Covid-19 é 'fator de risco' para retomada econômica

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Ipea prevê alta de 4% no PIB de 2021, mas Covid-19 é 'fator de risco' para retomada econômica Pixabay
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O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revisou nesta segunda-feira (21) a previsão de queda do produto interno bruto (PIB) de 5%, feita em setembro, para 4,3% em 2020, graças principalmente à recuperação mais rápida da indústria e do comércio, cujos níveis médios de atividade já se encontram acima do período pré-pandemia. Para 2021, a previsão de crescimento foi revisada de 3,6% para 4%. Mas o aumento no número de casos de Covid-19 no país é um fator de risco para a continuidade do processo de retomada da atividade econômica.

Na avaliação por componente, o PIB agropecuário teve crescimento projetado em 2,3% para 2020 e em 1,5% para 2021. O PIB da indústria deve apresentar queda de 3,5% no ano que se encerra e alta de 5% em 2021. Há estimativa de queda de 4,7% para o PIB dos serviços neste ano e expansão de 3,8% no ano que vem – impulsionado pela expectativa de imunização em massa da população.

O Ipea também revisou a taxa de inflação de 3,5% para 4,4% em 2020. A expectativa é de que os preços dos serviços encerrem este ano com uma variação positiva de 2,0%. Já os preços monitorados devem apresentar alta de 2,5%, e os bens livres (exceto alimentos) de 2,6%. Em relação a 2021, a projeção de inflação passou de 3,3% para 3,4%.

As estimativas para a atividade da economia em novembro indicam crescimento da produção industrial de 1,8% na série sem efeitos sazonais, enquanto as vendas no comércio e o volume de serviços teriam registrado altas de 1,7% e 2,5%, respectivamente.

O desequilíbrio fiscal continua sendo um grande desafio para a economia brasileira. O aumento de gastos para reduzir os efeitos da pandemia de Covid-19 deve produzir um déficit primário da ordem de 12% do PIB em 2020, levando a dívida pública para mais de 90% do PIB. Os gastos autorizados pela União no enfrentamento à pandemia foram de R$ 508,38 bilhões no acumulado de março a dezembro – sendo R$ 328,70 bilhões de investimentos em assistência social. O cumprimento do teto de gastos em 2021 exigirá um grande esforço de articulação para viabilizar as políticas públicas num contexto de forte compressão das despesas discricionárias.

“A dificuldade de se prever a evolução da pandemia e os desafios do processo de consolidação fiscal são as principais fontes de incertezas para as projeções de crescimento da economia brasileira em 2021”, sinalizou o diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea, José Ronaldo Souza Júnior.

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