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Receita informa que arrecadação tem melhor desempenho para novembro em seis anos

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Receita informa que arrecadação tem melhor desempenho para novembro em seis anos Marcelo Camargo/Agência Brasil
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A Receita Federai divulgou nesta segunda-feira (21) que a recuperação da economia e o pagamento de tributos adiados no início da pandemia provocada pelo novo coronavírus fizeram a arrecadação federal ter em novembro deste ano o melhor desempenho para o mês em seis anos. No mês passado, a arrecadação total atingiu o valor de R$ 140.101 milhões, registrando acréscimo real (IPCA) de 7,31% em relação a novembro de 2019.

No acumulado de janeiro a novembro de 2020, a arrecadação alcançou o valor de R$ 1.320.325 milhões, representando um decréscimo pelo IPCA de 7,95%. Gradualmente, o desempenho da arrecadação acumulada melhora. De janeiro a julho, o encolhimento nas receitas chegou a 15,16% na mesma comparação.

Quanto às receitas administradas pela Receita, o valor arrecadado, em novembro de 2020, foi de R$ 137.180 milhões, representando um acréscimo real (IPCA) de 7,14%, enquanto que no período acumulado de janeiro a novembro de 2020, a arrecadação alcançou R$ 1.270.033 milhões, registrando decréscimo real (IPCA) de 7,58%.

Segundo o Fisco, a recuperação de setores da economia, principalmente da produção industrial e do comércio, ajudou a impulsionar a arrecadação em novembro. Isso compensou a queda na arrecadação dos serviços e das importações. Além disso, o pagamento de tributos suspensos no primeiro semestre ajudou a impulsionar a arrecadação em R$ 14,77 bilhões no mês passado.

"A produção industrial ainda apresenta uma diferença negativa [queda no ano], fortemente determinada pelos efeitos da pandemia e das medidas de isolamento social que culminaram com o fechamento do comércio, e queda de consumo de itens não essenciais", avaliou o chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias.

Combate à Covid-19

O Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) informou nesta segunda-feira (21) que emprestou o montante de US$ 350 milhões ao Brasil para ações fiscais de combate à crise desencadeada pelo novo coronavírus. A cifra equivale a cerca de R$ 1,8 bilhão pelo fechamento do câmbio nesta tarde.

"O financiamento complementará as iniciativas fiscais já em curso no país e reforçará as medidas econômicas anticíclicas voltadas a reduzir os efeitos da pandemia do coronavírus no país", disse o banco, em nota.

Em função da pandemia, o CAF ofereceu a seus países membros na região uma linha de crédito de US$ 2,5 bilhões. O valor do empréstimo ao Brasil equivale exatamente ao montante que a equipe econômica pretendia tomar com o CAF, conforme documento visto pela Reuters em maio.

Fundado em 1970, o CAF é constituído por 19 países – 17 da América Latina e do Caribe mais Portugal e Espanha – e por 13 bancos privados. Os principais acionistas são cinco países da Cordilheira dos Andes: Bolívia, Peru, Equador, Colômbia e Venezuela. O Brasil participa como membro associado.

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