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Economia: o que esperar em 2021?

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Economia: o que esperar em 2021? Freepik
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Chegamos ao fim de 2020, um ano incomum para o Brasil e para o mundo. Atingida por uma pandemia global em março, a população precisou se adaptar, se reinventar e dar a volta por cima. No cenário econômico não foi diferente. Dezenas de países lutaram por suas economias, políticos agiram por pacotes para socorrer a população e líderes de todo o mundo se moveram em direção a um objetivo: reerguer seu país depois do impacto causado pelo coronavírus.

Embora as notícias tenham sido difíceis em diversos momentos, o próximo ano é promissor. Com a aprovação de uma vacina contra a Covid-19, a vida vai voltando aos eixos e a economia se recupera em um bom ritmo. A imunização já começou em países como Estados Unidos e Reino Unido e os laboratórios continuam trabalhando pelo registro de outras vacinas para aumentar as opções em todo o mundo. No Brasil, o governo anunciou o Plano Nacional de Imunização e se comprometeu a comprar todas as vacinas que forem registradas pela Anvisa.

O que esperar no Brasil?

No cenário econômico brasileiro, a expectativa é de que novos empregos sejam gerados após a onda de desemprego causada pelo fechamento do comércio e de empresas. Em outubro, foram criadas 394.989 vagas de emprego com carteira assinada, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Esse número deve continuar subindo nos próximos meses e, segundo o Ministro da Economia, Paulo Guedes, “é possível fechar o ano com perda zero de empregos”.

Outro fator promissor para a economia brasileira é a recuperação do Produto Interno Bruto (PIB). Depois de sofrer quedas seguidas, o PIB registrou crescimento de 7,7% no terceiro trimestre do ano. Embora tenha vindo abaixo do esperado, há uma retomada importante da atividade econômica. Índices de confiança da indústria e do comércio, divulgados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) também mostram um quadro de otimismo em relação aos próximos meses.

O Congresso Nacional também trabalha para aprovar recursos que vão ajudar a recuperar a economia. Em uma das propostas mais recentes, aprovada pela Câmara no dia 18 de dezembro, serão liberados cerca de R$ 167 bilhões, atualmente retidos no Tesouro Nacional em 26 fundos setoriais, para o combate aos efeitos econômicos provocados pela pandemia de Covid-19. O texto ainda precisa ser aprovado pelo Senado.

Também por aqui, a aprovação do programa habitacional Casa Verde e Amarela vai ajudar centenas de brasileiros a conquistarem a casa própria por meio de subsídios oferecidos pelo governo federal. A proposta substitui o Minha Casa, Minha Vida e deve possibilitar a construção de mais de 350 mil unidades habitacionais. Somadas às obras que já estão em andamento pelo Minha Casa, Minha Vida, a estimativa é de que seja possível chegar a 1,6 milhão de unidades em quatro anos.

O que esperar no mundo?

No cenário internacional, as expectativas também são positivas. A China, primeiro país a registrar casos de coronavírus, conseguiu vencer a doença e espera recuperar sua atividade econômica em 2021. Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), o PIB chinês deve crescer 1,9% neste ano e 8,2% em 2021.

Já os Estados Unidos, país com maior número de casos confirmados e de mortes causadas pela Covid-19, esperam reduzir os pedidos de seguro-desemprego com a geração de novas vagas. O desafio estará nas mãos de Joe Biden, que foi eleito em novembro para o cargo de presidente dos EUA. A vacinação dos norte-americanos já começou com o imunizante desenvolvido pela Pfizer/BioNTech e o país se prepara para adicionar mais uma vacina ao plano, desenvolvida pela farmacêutica norte-americana Moderna e que possui 94,1% de eficácia.

Outra expectativa em relação aos EUA é de que novos pacotes econômicos sejam aprovados pelo Congresso para ajudar a população a se recuperar. A economia norte-americana cresceu 33,1% no terceiro trimestre deste ano em relação aos três meses anteriores, mostrando o potencial de crescimento do país.

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