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Samarco projeta 9 anos para alcançar produção que tinha antes de 2015

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Samarco projeta 9 anos para alcançar produção que tinha antes de 2015 Samarco/Divulgação
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A mineradora Samarco retomou suas atividades na última quarta-feira (23) e divulgou uma previsão de que apenas em 2029 a produção do minério de ferro deve alcançar os resultados anteriores ao ano de 2015, quando aconteceu a tragédia em Mariana (MG).

A mineradora reiniciou as produções em seus dois complexos operacionais em Mariana, onde o minério é extraído, e Anchieta (ES), onde é feita a pelotização.

No ano de 2014, a Samarco chegou a produzir quase 25 milhões de toneladas de minério de ferro. A mineradora estima que suas instalações tenham capacidade de produzir 30 milhões de toneladas por ano, porém como inicialmente apenas 26% da capacidade total vai ser usada, a expectativa é de que a produção fique entre 7 e 8 milhões de toneladas.

O aumento da produção da empresa ainda vai passar pela aprovação dos acionistas e pela liberação dos órgãos ambientais responsáveis pela emissão das licenças, já que no momento apenas um dos seus três concentradores entrou em operação.

A mineradora havia planejado voltar alguns anos antes, porém alguns contratempos fizeram com que a empresa mudasse de ideia. Várias obras tiveram de ser realizadas para que fosse obtida a Licença Operacional Corretiva (LOC), que reestabelece todas as licenças que foram suspensas.

A Samarco também solicitou ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) uma licença com validade de 10 anos para operação de três minerodutos, que interligam Mariana e Anchieta.

Tragédia

Em novembro de 2015, aconteceu o rompimento da Barragem de Rejeitos do Fundão em Mariana, que causou a morte de 19 pessoas e trouxe diversos impactos ambientais na área atingida.

O Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG) e Ministério Público Federal (MPF) lamentaram que as medidas que haviam sido estabelecidas ainda não foram cumpridas, já que as obras para reconstrução das comunidades atingidas não foram concluídas e parte das indenizações não foram pagas.

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