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Mercado: o que esperar em 2021?

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Mercado: o que esperar em 2021? Freepik
► Mercado de ações pode crescer ainda mais em 2021, afirma presidente da B3► B3 alcança marca de 28 IPOs no ano; movimentação foi de R$117 bilhões

O mercado financeiro nadou contra a maré em 2020. Mesmo com a crise econômica vivida pelo Brasil e pelo mundo após o início da pandemia de coronavírus, foi possível acompanhar bons resultados do mercado financeiro e o aumento do interesse dos investidores por novas formas de aplicar seus recursos. Em 2021, a trajetória positiva deve continuar.

B3 cresce

Depois de um ano marcado por recordes, a B3 deve continuar crescendo com a abertura de capital de novas empresas e a entrada de novos investidores. Se em 2020 foram 28 IPOs, com movimentação de R$117 bilhões, em 2021 o número de ofertas de ações deve ser ainda maior. No momento, cerca de 50 empresas estão na fila e aguardam análise de seus pedidos na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Entre as candidatas estão a CSN Mineração, que deve movimentar cerca de R$8 bilhões, e o banco BV, que pode movimentar R$5 bilhões com sua oferta inicial.

As estratégias adotadas pela B3 para tornar mais acessíveis algumas operações também devem continuar rendendo frutos em 2021. Os BDRs, por exemplo, foram disponibilizados em outubro para pequenos investidores e, desde então, atingiram recordes importantes.

Com relação ao desempenho das ações, os principais "tombos" do último ano aconteceram nos papéis de IRB Brasil (IRBR3), com queda acumulada de -76,90%, Cogna (COGN3), que registrou queda de -59,49%, Embraer (EMBR3), com queda acumulada de -55,14%, e Cielo (CIEL3), que teve queda de -51,46% em suas ações.

Por outro lado, os papéis que mais tiveram valorização em 2020 foram da CSN (CSNA3), com alta de 125,73% no ano, Weg (WEGE3), com crescimento de 120,17%, PetroRio (PRIO3), que teve alta de 112,31%, e Magazine Luiza (MGLU3), com avanço de 109,84% nos papeis.

Ibovespa

Embora o principal índice brasileiro tenha sido afetado diretamente pela pandemia - chegando a passar por seis circuit breakers no primeiro semestre de 2020 - o saldo de fechamento do ano é positivo. O índice começou o ano com boas expectativas, mas despencou mais de 45% até o final de março por causa da pandemia. Num movimento surpreendente, o índice conseguiu avançar mais 82% e zerou as perdas do ano no dia 15 de dezembro.

No último pregão de 2020, realizado em 30 de dezembro, o Ibovespa fechou em queda de 0,33% aos 119.017 pontos. Apesar disso, o índice bateu recorde durante esse dia, atingindo a marca de 120 mil pontos pela primeira vez na história. Mesmo com a montanha russa vivida em 2020, analistas acreditam que o índice deve ultrapassar os 130 mil pontos em 2021.

Investimentos

O interesse por investimentos está em alta entre os brasileiros. Segundo a empresa de dados Decode, a procura por investimento em buscas online aumentou 22% nos últimos 5 anos, com o pico de buscas em 2019. De acordo com informações do Google Trends, as pessoas estão procurando saber principalmente “o que é investimento” (aumento de 111%), “fundo de investimento” (39%) e “melhor investimento” (21%).

Já são mais de 3 milhões de brasileiros investindo na bolsa e, em 2021, o número deve crescer ainda mais. Segundo o presidente-executivo da B3, Gildon Finkelsztain, a vacinação em massa contra a Covid-19 e a retomada da economia brasileira e mundial devem contribuir para que o movimento de entrada na bolsa seja ainda melhor que em 2020.

“Se no Brasil houver clareza na agenda do governo para manter a inflação baixa e priorização das reformas e das privatizações, o otimismo do mercado vai se materializar em 2021”, afirmou o presidente da B3.

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