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Moderna prevê produção de 100 milhões de doses a mais de vacina contra Covid-19 em 2021

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Moderna prevê produção de 100 milhões de doses a mais de vacina contra Covid-19 em 2021 Divulgação
► Tecnologia: o que esperar em 2021?► Vacina produzida por Oxford começa a ser aplicada no Reino Unido nesta segunda-feira (4)

A farmacêutica Moderna anunciou nesta segunda-feira (04) que ampliou sua estimativa de produção da sua vacina contra o novo coronavírus para este ano em 100 milhões de doses. Ao todo, a companhia pretende fabricar 600 milhões de unidades até dezembro. O medicamento já é utilizado emergencialmente pelos Estados Unidos e no Canadá.

Em paralelo, a Agência Europeia de Medicamentos, reguladora de saúde da União Europeia (UE), antecipou em dois dias uma reunião que discutirá a eventual aprovação do uso emergencial do imunizante da companhia.

A farmacêutica também informou que se prepara para investir na expansão e contratação de funcionários para atingir a meta máxima de 1 bilhão de doses por ano. Até o momento, de acordo com o comunicado, 18 milhões das 200 milhões de doses encomendadas pelos Estados Unidos já foram entregues. A companhia também firmou um contrato de 40 milhões de doses com o Canadá.

O medicamente faz parte do programa da Covax Facility, iniciativa global liderada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) com o objetivo de acelerar o desenvolvimento de vacinas contra a Covid-19 e universalizar seu acesso. O Brasil aderiu à coalizão e é elegível para o recebimento de doses desse imunizante.

AstraZeneca

Em entrevista à Associated Press neste último domingo (03), o CEO do Instituto Serum, Adar Poonawalla, afirmou que o governo indiano vetou a exportação de doses da vacina da AstraZeneca/Universidade de Oxford produzidas pelo laboratório para assegurar a vacinação da população do país vulnerável ao novo coronavírus. No mesmo dia, o Brasil havia selado um acordo com a companhia para a compra de 2 milhões de doses do imunizante, que seriam mantidas pela Fiocruz.

Embora ainda não haja aprovação para o uso emergencial para a fórmula no Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a importação dos insumos pela Fiocruz. A expectativa era de que as primeiras doses começassem a chegar ao país ainda em janeiro.

A Fiocruz informou que as negociações para a importação das doses do imunizante estão a cargo do Ministério das Relações Exteriores. Já Itamaraty não explicou se o acordo com o Brasil será prejudicado pela decisão da Índia.

Eficácia

Segundo um estudo publicado na revista científica "Lancet", a vacina de Oxford é segura e tem eficácia média de 70,4%. Os testes foram feitos em vários países, entre eles o Brasil. Os testes realizados no Reino Unido mostraram que a eficácia subiu para 90%, quando aplicada uma meia dose e em seguida uma completa, no intervalo de um mês. Em contrapartida, a eficácia caiu para 62%, quando administrada em duas doses completas.

Ainda segundo os testes realizados em solo britânico, 70% das pessoas que receberam apenas a primeira imunização ficaram protegidas depois de 21 dias. Depois da segunda aplicação, esse número chegou a 80%.

Seringas

Em mais uma ofensiva para tentar garantir os insumos necessários para a vacinação contra o novo coronavírus no Brasil, o governo pretende zerar o imposto de importação de agulhas e seringas. A decisão deve ser tomada nesta segunda-feira (04) em reunião extraordinária do Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Camex), órgão ligado ao Ministério da Economia.

O pedido para zerar o imposto sobre importação de agulhas e seringas foi feito pelo secretário-executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco.

“Considerando as ações essenciais ao combate à pandemia da Covid-19 no Brasil, solicito análise acerca da possibilidade de conceder isenção de impostos para as importações de agulhas e seringas, considerando tal ação fazer parte das medidas necessárias à fase de vacinação contra o coronavírus”, afirma Franco, no ofício dirigido ao Ministério da Economia.

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