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"É muito grave um presidente falar que nada pode fazer na atual situação do país", diz Rodrigo Maia

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"É muito grave um presidente falar que nada pode fazer na atual situação do país", diz Rodrigo Maia Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
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O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, afirmou nesta terça-feira (05) ser "um absurdo, algo muito grave" o presidente Jair Bolsonaro ter declarado que "não consegue fazer nada" diante da situação que o Brasil se encontra.

Maia pontuou que ele e o senador Renan Calheiros tentaram derrubar o recesso do Congresso neste final de ano "exatamente para tentar resolver os problemas mais urgentes do país", como a previsível necessidade de vacinas contra o coronavírus, o fim do auxílio emergencial, ocorrido no fim do ano, e uma possível ampliação do Bolsa Família.

"Mas tanto o governo quanto a sua base no Congresso trabalharam contra. Acharam que serviria a interesses eleitorais da sucessão na Câmara. Agora a gente está vendo que o governo preferiu parar os trabalhos no Congresso e falar essa coisa mais absurda: com o poder que tem, com a responsabilidade que um presidente tem, dizer que nada pode ser feito. É muito grave", disse Rodrigo Maia ao UOL.

As declarações de Bolsonaro são diferentes das apresentadas publicamente pela equipe econômica, que tem repetido diversas vezes que a atividade econômica do país está em plena recuperação, o que trará resultados positivos para a arrecadação de impostos.

Segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes, a economia do Brasil está voltando em “V”, de forma mais acelerada do que em outros países. O argumento de Guedes é que o governo tem condições de acelerar privatizações e cumprir o teto de gastos.

Em dezembro do ano passado, o ministro afirmou que o Brasil está preparado para entrar no seleto grupo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que é composto pelas nações mais ricas do planeta.

O ministro reconheceu que o Brasil apresenta muitos problemas, mas caminha para a realização de mais reformas em 2021. Ele disse também que foi corrigida a sobrevalorização do real nos últimos dois anos de governo e que a queda de juros impulsionada pela regra do teto de gastos ajudou a desmontar a armadilha de endividamento em bola de neve.

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