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Carteira do Índice de Carbono Eficiente reúne 63% das ações negociadas na B3

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Carteira do Índice de Carbono Eficiente reúne 63% das ações negociadas na B3 B3 | Divulgação
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A B3 anunciou no início da semana a carteira do Índice Carbono Eficiente (ICO2 B3), que começou a vigorar nesta terça-feira, 4, e vai até o dia 30 de abril. Pela primeira vez, a carteira contempla empresas pertencentes ao IBrX 100, com as cem empresas mais negociadas na bolsa que apresentaram no ano passado inventários de emissões de gases de efeito estufa.

A nova carteira reúne 62 ações de 58 companhias pertencentes a 22 setores. Juntas, as companhias somam R$ 3,3 trilhões em valor de mercado – 63,63% do valor total de mercado das companhias com ações negociadas na B3. O montante é 132% maior em relação à carteira que vigorou em 2020, que tinha 26 ações de 25 companhias.

Uma das empresas a estrear na lista é a TIM, que tem entre os projetos de destaque o plano da operadora de instalação de 60 usinas de energia renovável. A meta da empresa é superar 80% do consumo proveniente de fontes limpas, como energia solar, centrais geradoras hidrelétricas e biogás, além da geração mensal de 38 gigawatts/hora – o suficiente para abastecer uma cidade com 150 mil habitantes.

"O nosso plano trienal prevê metas tangíveis de longo prazo como redução em 70% das emissões indiretas até 2025 e o objetivo de ser carbono neutro até 2030”, destaca o vice-presidente de Assuntos Regulatórios e Institucionais da TIM, Mario Girasole.

O índice, no entanto, não é formado por empresas necessariamente eficientes em emissões de carbono, mas por companhias que tenham transparência na divulgação dos dados. Para integrar a carteira, as empresas reportam suas emissões e se submetem a um cálculo que relaciona as emissões com a receita bruta. A JBS, por exemplo, emitiu 6.517.388 toneladas de CO2 em 2020 e tem 1,4% de participação na carteira.

“Essa é uma validação muito relevante e uma demonstração clara de que estamos trabalhando fortemente na transição para uma economia de baixo carbono, além de estarmos entregando ao mercado dados cada vez mais transparentes”, destaca Márcio Nappo, diretor de Sustentabilidade da JBS.

Em outubro do ano passado, a B3 anunciou a intenção de reformular os parâmetros para a formação de seus índices ligados ao tema da sustentabilidade. O Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), que existe há 15 anos, e é a principal plataforma de informações ESG disponível para o investidor comum, deve ser o primeiro a ser reformulado. A ideia é mudar as métricas de avaliação das empresas, adotado padrões ESG internacionais, e tornar a metodologia mais transparente.

Para o Sócio e Economista da VLG Investimentos, Leonardo Milane, o tripé formado pelos princípios ESG é um diferencial para as empresas.

“O investidor está cada vez mais atento a isso. Nesse tripé bem estabelecido: o sócio, o ambiental e uma governança muito boa e independente. As empresas que têm esse tripé, normalmente, a gente costuma observar uma dinâmica de valorização mais intensa e até menos volatilidade do que empresas que não têm”, afirma Milane.

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