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Bolsonaro afirma que não vai estender o auxílio emergencial neste ano

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Bolsonaro afirma que não vai estender o auxílio emergencial neste ano Marcello Casal Jr/ Agência Brasil
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O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (07) a apoiadores que não pretende estender o auxílio emergencial neste ano. Usando de ironia, o mandatário disse que, "se pagar R$ 5 mil por mês para a população, ninguém mais vai trabalhar". Os beneficiados com a ajuda do governo receberam cinco prestações de R$ 600 e quatro de R$ 300. Mulheres chefes de família tiveram direito a duas cotas. Portanto, as cinco primeiras parcelas foram de R$ 1.200, enquanto as quatro últimas de R$ 600.

“Qual país do mundo fez auxílio emergencial? Parecido foi nos Estados Unidos. Aqui alguns querem torná-lo definitivo. Foram quase 68 milhões de pessoas. No começo, foram R$ 600. Vamos pagar para todo mundo R$ 5 mil por mês, ninguém trabalha mais, fica em casa".

O pagamento do auxílio emergencial reduziu momentaneamente os índices de pobreza e desigualdade ocorridas durante a pandemia provocada pelo novo coronavírus. O fim do benefício, contudo, pode levar o país a retroceder a índices similares aos encontrados na década de 80.

Com o término do benefício em dezembro, parlamentares pressionam o governo a lançar uma nova rodada ou aumentar o valor repassado pelo Bolsa Famíliab - que tem orçamento previsto de R$ 34,9 bilhões neste ano. Na quarta-feira (06), o candidato à presidência da Câmara Baleia Rossi defendeu as medidas de combate à pobreza e deseja lutar para que algumas delas seja aprovada. Baleia enfrenta o deputado Arthur Lira, apoiado pelo Palácio do Planalto, na disputa.

Capitólio

Mais cedo, o presidente Jair Bolsonaro voltou a insinuar que houve fraude nas eleições americanas, alegação falsa que Donald Trump vem repetindo desde que perdeu a disputa.

“O pessoal tem que analisar o que aconteceu nas eleições americanas agora. Basicamente, qual foi o problema, a causa dessa crise toda? Falta de confiança no voto. Então, lá, o pessoal votou e potencializaram o voto pelos correios por causa da tal da pandemia e houve gente lá que votou três, quatro vezes, mortos votaram. Foi uma festa lá. Ninguém pode negar isso daí”, disse o presidente.

Apesar das declarações públicas do presidente, o Palácio do Planalto e nem o Ministério das Relações Exteriores emitiram manifestação oficial sobre a invasão do Capitólio.

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