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Ações da Oi disparam após repercussão de oferta por unidade de fibra ótica

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Ações da Oi disparam após repercussão de oferta por unidade de fibra ótica Paulo Whitaker/Reuters
► TIM, Vivo e Claro arrematam rede móvel da Oi por R$ 16,5 bilhões► Leilão das redes móveis da Oi pode ser contestado no Cade e na Anatel

O Canada Pension Plan Investment Board (CPPIB) se associou a um fundo gerido pelo BTG Pactual (BPAC11) para apresentar uma oferta vinculante pela a unidade de fibra ótica da Oi (OIBR3;OIBR4), a InfraCo. As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (12) pela agência de notícias “Bloomberg”.

A InfraCo deve receber outras duas outras ofertas vinculantes, uma da Highline do Brasil, subsidiária local da Digital Colony, e outra da Ufinet, empresa da qual a italiana Enel possui uma fatia.

O preço mínimo de R$ 20 bilhões para a InfraCo é “apenas um começo” e foi definido depois que a operadora de telecomunicações recebeu muitas propostas não vinculantes, disse o presidente da Oi, Rodrigo Abreu, em entrevista em agosto do ano passado. Na ocasião, ele disse que vê “enormes” perspectivas de crescimento para a empresa, acrescentando que ela pode ser avaliada em até R$ 30 bilhões.

Às 15h, os papéis da Oi disparavam com a repercussão da oferta. As ações ordinárias (OIBR3) saltavam 4,72%, negociadas a R$ 2,44. Já os papéis preferencias (OIBR4) subiam cerca de 4,55%, cotados a R$ 2,99.

Rede móvel

Em meados de dezembro, a TIM (TIMS3), Vivo (VIVT3) e Claro arremataram os ativos da rede móvel da operadora Oi por R$ 16,5 bilhões. A venda faz parte do plano de recuperação judicial da companhia iniciado em 2018.

Com o arremate, a Oi não estará mais disponível no mercado brasileiro, detendo apenas os ativos de infraestrutura e fibra, que deverão ser parcialmente vendidos no futuro próximo. Com a venda da concorrente, as três empresas vencedoras do leilão aumentarão sua participação no segmento de telefonia do Brasil: A TIM salta de 23% para 32%, a Vivo de 33% para 37% e a Claro de 26% para 29%.

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