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Butantan divulga eficácia geral de 50,38% da CoronaVac em estudo no Brasil

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Butantan divulga eficácia geral de 50,38% da CoronaVac em estudo no Brasil Thomas Peter/Reuters
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Depois de muita controvérsia sobre os números divulgados na semana passada, o Instituto Butantan detalhou nesta terça-feira (12) que a vacina CoronaVac tem uma eficácia geral de 50,38% contra a Covid-19. O dado já foi encaminhado à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no pedido de registro emergencial.

"Nenhuma outra companhia que está desenvolvendo vacina apresentou dados de forma detalhada antes da autorização do uso emergencial. E nós estamos aqui fazendo isso", afirmou o presidente do Butantan, Dimas Covas.

Covas reclamou ainda que essa vacina foi "duramente criticada" por ser desenvolvida em associação com a China. "Como se isso fosse um pecado, sendo que isso é uma virtude. Se não tivesse acontecido, não estaríamos com milhões de doses prontas na prateleira", completou.

"Nós estamos trazendo essa vacina ao Brasil em tempo relativamente curto, seria mais curto se não fossem as dificuldades que nos foram impostas. E nem preciso mencionar que ordem de dificuldades", desabafou o presidente do Butantan, durante coletiva de imprensa.

Os dados divulgados hoje são referentes aos voluntários que foram infectados pelo novo coronavírus e não tiveram sintomas que necessitaram de atenção no estudo de fase 3, no qual a vacina chinesa foi testada num grupo de 13.060 voluntários.

​Ao longo do ensaio, iniciado em julho, foram infectadas 218 pessoas. Cerca de 160 receberam placebo e 60 o imunizante.

O Instituto Butantan, parceiro da empresa chinesa, disse na semana passada que a vacina mostrou 78% de eficácia na prevenção de casos leves de Covid-19 e foi 100% eficaz contra infecções graves e moderadas.

Sinovac-Butantan

A CoronaVac é uma vacina contra a Covid-19 que usa vírus inativados. Ela é desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Butantan, que é vinculado ao governo de São Paulo.

Segundo pesquisadores chineses, a CoronaVac não apresentou "nenhuma preocupação com relação à segurança". A maior parte das reações adversas foram leves, sendo a mais comum dor no local da injeção.

Durante coletiva de imprensa ontem (11), o governador de São Paulo, João Doria, manteve o cronograma de vacinação definido pelo plano estadual e cobrou uma definição de data do Ministério da Saúde.

Indiana assina acordo com o Brasil

Nesta terça-feira (12), a indiana Bharat Biotech também anunciou a assinatura de um acordo de fornecimento de sua vacina contra a Covid-19 (Covaxin) para a empresa brasileira Precisa Medicamentos. Não foi divulgada a quantidade de vacinas disponíveis para o Brasil. No entanto, a prioridade deve ser do setor público, através de acordo com o governo federal brasileiro, caso manifeste interesse na compra.

A empresa indiana informou ainda que o fornecimento a clínicas privadas de vacinação brasileiras pode acontecer atrelada a aprovação do imunizante pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A Covaxin recebeu autorização emergencial da agência regulamentadora de medicamentos da Índia e é produzida no país pelo Instituto Serum, o mesmo responsável pela vacina de Oxford/AstraZeneca.

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