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IBGE: Inflação fecha 2020 em 4,52% - maior alta desde 2016; Alimentação e Habitação puxaram índice

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IBGE: Inflação fecha 2020 em 4,52% - maior alta desde 2016; Alimentação e Habitação puxaram índice Marcelo Camargo | Agência Brasil
► Puxado por alimentos, Índice de Preços ao Produtor (IPP) sobe 1,39% em novembro► Inflação pelo IGP-DI sobe 0,76% em dezembro e acumula alta de 23,08% em 2020, divulga FGV

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de dezembro foi de 1,35% - maior variação mensal desde fevereiro de 2002 e maior índice para o mês desde 2002. No ano, a alta acumulada foi de 4,52%. Os dados da inflação oficial foram divulgados hoje pelo IBGE.

O resultado veio acima da meta de 4% estipulada pelo Banco Central, mas dentro da margem de erro de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Essa é a maior taxa acumulada no ano desde dezembro de 2016. Segundo a última pesquisa Focus do Banco Central, analistas do mercado estimavam o índice em 4,37%.

Entre os grupos, Alimentação e Bebidas apresentou a maior variação, de 14,09%, e o maior impacto (2,73 p.p) sobre o IPCA acumulado do ano. Para o mês de dezembro, a maior variação (2,88%) foi no grupo Habitação, seguido por Alimentação e Bebidas (1,74%), e Transportes (1,36%). Juntos, esses três grupos representaram 80% do impacto total de dezembro.

”A variação (dos alimentos) foi provocada, entre outros fatores, pela demanda por esses produtos, pela alta do dólar e do preço das commodities no mercado internacional. Foi um movimento global de alta no preço dos alimentos, num ano marcado pela pandemia de Covid-19”, diz Pedro Kislanov, gerente da pesquisa.

A aceleração do grupo Habitação (2,88%) deve-se, principalmente, à alta de 9,34% no item energia elétrica. Após 10 meses consecutivos de vigência da bandeira tarifária verde (em que não há cobrança adicional na conta de luz), passou a vigorar em dezembro a bandeira vermelha patamar 2, com acréscimo de R$ 6,243 a cada 100 quilowatts-hora consumidos.

IGP-M

Hoje, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou que a prévia de Janeiro para o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) teve aumento de 1,89%. A taxa em 12 meses passou de 23,52% para 24,87%. O índice é usado como base de reajuste em contratos de aluguel.

Segundo o levantamento, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) teve alta de 2,42% no primeiro decêndio (dez dias) de janeiro, após variação de 1,39% no mesmo período de dezembro.

“A aceleração do IPA registra nova pressão trazida por aumento no preço do minério de ferro, cuja variação passou de -3,65% para 23,45%. Com este movimento, a commodity passa a acumular alta de 134,63% em 12 meses”, afirma André Braz, Coordenador dos Índices de Preços.

Pela pesquisa, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) ficou 0,48% abaixo do resultado obtido no último mês de 2020. Entre as oito classes que compõem esse indicador, cinco ficaram em baixa na comparação com o resultado do mês anterior.

Por fim, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,94% nos primeiros dez dias de janeiro, porém teve baixa de 0,30% na relação com o mesmo período do mês anterior.

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