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Reunião para decidir sobre uso emergencial das vacinas do Butantan e da Fiocruz será domingo (17)

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Reunião para decidir sobre uso emergencial das vacinas do Butantan e da Fiocruz será domingo (17) Pixabay
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou nesta terça-feira (12) que está prevista para o próximo domingo a reunião da Diretoria Colegiada que decidirá sobre pedidos de autorização para uso emergencial, temporário e experimental das vacinas do Instituto Butantan e da Fiocruz. A data representa o penúltimo dia do prazo estabelecido pela própria Agência como meta para análise dos pedidos.

"Faz-se necessária a entrega, em tempo hábil para análise, dos documentos faltantes e complementares", disse a agência, em comunicado.

Na sexta-feira (8), a reguladora divulgou que recebeu pedido de autorização para uso emergencial, em caráter experimental da vacina de Oxford. A solicitação foi feita pela Fiocruz, que coordena os estudos do imunizante desenvolvido pela empresa AstraZeneca no Brasil.

O pedido da Fiocruz é para o uso de 2 milhões de doses de vacinas que devem ser importadas do laboratório Serum, sediado na Índia. Segundo a Anvisa, a meta é fazer a análise do uso emergencial em até 10 dias. Já a avaliação do pedido de registro definitivo, que não foi feito, pode ocorrer em até 60 dias.

Também na sexta-feira, a Anvisa recebeu o pedido de autorização temporária de uso emergencial, em caráter experimental da vacina CoronaVac. A solicitação foi feita pelo Instituto Butantan, que conduz os estudos da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela empresa Sinovac no Brasil. O pedido vale para 6 milhões de doses que o Butantan recebeu prontas, vindas da China. O prazo para análise é o mesmo: dez dias.

Mais cedo, depois de muita controvérsia sobre os números divulgados na semana passada, o Instituto Butantan detalhou nesta terça-feira (12) que a vacina CoronaVac tem uma eficácia geral de 50,38% contra a Covid-19. O dado já foi encaminhado à Anvisa no pedido de registro emergencial. "Nenhuma outra companhia que está desenvolvendo vacina apresentou dados de forma detalhada antes da autorização do uso emergencial. E nós estamos aqui fazendo isso", afirmou o presidente do Butantan, Dimas Covas.

Covas reclamou ainda que essa vacina foi "duramente criticada" por ser desenvolvida em associação com a China. "Como se isso fosse um pecado, sendo que isso é uma virtude. Se não tivesse acontecido, não estaríamos com milhões de doses prontas na prateleira", completou.

"Nós estamos trazendo essa vacina ao Brasil em tempo relativamente curto, seria mais curto se não fossem as dificuldades que nos foram impostas. E nem preciso mencionar que ordem de dificuldades", desabafou o presidente do Butantan, durante coletiva de imprensa.

Os dados divulgados hoje são referentes aos voluntários que foram infectados pelo novo coronavírus e não tiveram sintomas que necessitaram de atenção no estudo de fase 3, no qual a vacina chinesa foi testada num grupo de 13.060 voluntários. Ao longo do ensaio, iniciado em julho, foram infectadas 218 pessoas. Cerca de 160 receberam placebo e 60 o imunizante.

O Instituto Butantan, parceiro da empresa chinesa, informou na semana passada que a vacina mostrou 78% de eficácia na prevenção de casos leves de Covid-19 e foi 100% eficaz contra infecções graves e moderadas.

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