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IBGE: Serviços têm sexta alta seguida, mas segue abaixo do nível pré-pandemia

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 IBGE: Serviços têm sexta alta seguida, mas segue abaixo do nível pré-pandemia Pixabay
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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quarta-feira (13) que o volume de serviços no Brasil cresceu 2,6% em novembro frente a outubro do ano passado, o que representa a sexta taxa positiva seguida. Apesar de o ganho acumulado de 19,2% nesse período, o resultado ainda é insuficiente para compensar as perdas entre fevereiro e maio do ano passado no setor. Contudo, o resultado de novembro na comparação mensal veio acima do esperado pelos economistas consultados pela Refinitiv, que projetavam alta de 1,2%.

Em relação a novembro de 2019, o total do volume de serviços recuou 4,8%, sendo a nona taxa negativa consecutiva. A expectativa dos economistas era de queda de 6,2% nessa linha de comparação. Já no acumulado do ano, a queda é de 8,3% ante o mesmo período de 2019.

Em doze meses, a retração mantém a trajetória descendente iniciada em janeiro (1,0%). “Este é o resultado negativo mais intenso desde o início da série, iniciada em dezembro de 2012 para esse indicador”, informou o IBGE.

Todas as cinco atividades investigadas na pesquisa tiveram crescimento na passagem de outubro para novembro, com destaque para os transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, que registrou alta de 2,4%, e serviços prestados às famílias, que avançou 8,2%. Ambas foram as mais afetadas pela pandemia.

Segundo o gerente da PMS, Rodrigo Lobo, as atividades do setor de serviços que estão encontrando mais dificuldades são aquelas prestadas de forma presencial, por isso, o setor ainda não conseguiu recuperar as perdas.

“Atividades como restaurantes, hotéis, serviços prestados à família de uma maneira geral e transporte de passageiros – seja o aéreo, o rodoviário e ou o metroviário – até mostraram melhoras, mas a necessidade de isolamento social ainda não permitiu o setor voltar ao patamar pré-pandemia”, explica.

Ao avançar 2,6% em novembro de 2020, o setor de serviços apresentou a sexta taxa positiva consecutiva, com ganho acumulado de 19,2%. Contudo, este avanço ainda é insuficiente para reverter a perda de 19,6% verificada entre fevereiro e maio. Assim, o volume de serviços no Brasil ainda se encontra 14,1% abaixo do recorde histórico, de novembro de 2014 e 3,2% abaixo de fevereiro de 2020.

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